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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Uaréview – Maus


Existem HQs e HQs. Algumas não fazem diferença nenhuma no mercado ou sequer na vida de alguém. Outras, por outro lado conseguem fazer essas duas coisas de forma bastante eficiente. É o caso de Maus - O diário de um sobrevivente, uma Hq biográfico-metalingúistica que fala dos horrores da guerra, do conflito de gerações, da difícil relação entre um pai e um filho, mostra os humanos como animais (em todos os sentidos) e traz um olhar mais profundo sobre as relações humanas e suas atitudes frente àquilo que não podem controlar.


Quando Marcelo Soares fez o post sobre Retalhos e os quadrinhos biográficos, lembrei que estava devendo essa resenha já fazia um tempo. Não o fiz, não por preguiça nem falta de tempo (embora estes fatores possam ter contribuído), mas sim porque fazer resenha para uma HQ como essa é uma grande responsabilidade.

Maus é uma HQ difícil de descrever. Assim como todas as obras que se tornam cânones dentro de um segmento específico, Maus funciona em tantos níveis quanto for possível para o leitor analisar, o que faz com que a obra tenha peso, mas também torna muito difícil uma análise imparcial.

Isso porque Maus trabalha com diversos temas, alguns óbvios, outros nem tanto, que tocam profundamente o leitor em algum momento (se não em todos). E, quando uma história chega nesse ponto, nós fomos capturados. E o envolvimento emocional dificulta a capacidade de julgamento. Mesmo assim, vou tentar ser o mais imparcial possível nesta resenha.

Maus é uma hq que, para ser bem analisada, precisa ser desconstruída para ser entendida. Então, vamos ao contexto histórico.

Art Spiegelman é um dos grandes quadrinistas do underground americano. Judeu, descendente de poloneses, teve pais que estiveram no centro da Segunda Guerra Mundial, mas nunca teve sequer um vislumbre do que foi este momento na vida deles, uma vez que nasceu muito tempo depois destes acontecimentos. Spiegelman sempre teve uma relação difícil com seu pai desde criança, o que piorou quando adulto, ainda mais quando sua mãe morreu. Mesmo tendo seu pai casado com outra mulher, nunca houve uma melhora e eles nunca tiveram um relacionamento que Art pudesse chamar de um relacionamento pai/filho.

Já que não chegou perto de conhecer os horrores da Guerra, Art Spiegelman decidiu escrever sobre o que seu pai havia passado durante o período, desde o início da Segunda Guerra até o fim, passando pelo turbulento período em Auschwitz. No entanto, conforme foi retratando o que seu pai contava, Spiegelman pôde também perceber que a difícil relação entre eles não poderia ficar de fora da história. Então decidiu que hq não seria sobre a história de seu pai, e sim sobre a história dele ouvindo a história do pai durante a Segunda Guerra, num contexto metalingüístico explorado de forma sutil na maior parte do tempo, mas ainda assim impossível de ser ignorada. Destaque para o momento em que Spiegelman se vê acuado pela grande receptividade do primeiro volume de sua HQ e o que isso provoca nele.

Outro ponto que merece destaque na criação da Graphic Novel é que, diferente do que poderia se imaginar em uma biografia, os personagens que vemos ali, apesar de homens, eram todos animais. Não (só) no sentido alegórico, mas também literal. Na HQ, cada “raça” era um animal diferente. Os poloneses foram retratados como porcos, os americanos como cães, uma cigana é desenhada como uma traça, os nazistas são gatos e os judeus, ratos. Essa antropomorfização na HQ toma um sentido muito mais profundo quando começamos a nos envolver na história e vamos percebendo as relações entre eles. Bem diferente da antropomorfização realizada pelos desenhos para atingir um público infantil, na obra de Spiegelman ela é usada para mostrar aquilo que nem sempre nós conseguimos perceber: Aquilo que somos, aquilo que achamos que somos ou aquilo que sentimos que somos em determinado momento. Aliás, os animais usados foram escolhidos não pelo que são realmente, mas pela idéia que nós, humanos, temos deles.

Pode-se pensar que fica mais fácil, ou mais tragável ler uma história sobre o holocausto com animais no lugar de pessoas, mas isso só deixa a narrativa ainda mais contundente e triste. O que vemos é uma história comovente, dura, cruel e humana, que nos faz refletir sobre palavras como sociedade, liberdade, crueldade. Humanidade. As sequências passadas na Segunda Guerra, apesar de muitas vezes omitir visualmente incidentes bastante violentos narrados pelo pai de Spiegelman, são fortes, tanto pelo contexto visual quanto pelo emocional. Em meio à isso, vamos aos poucos entendendo mais o complicado relacionamento entre Art Spiegelman e seu pai e vamos começando a conhecer ambos um pouco mais. A história também é bem detalhada, principalmente em sequências que mostram locais específicos, o que ajuda muito a entender como as coisas funcionavam naquela época.

O roteiro é sem rodeios; não existe romantização nenhuma dos eventos por parte do autor e nada que “amacie” a narrativa: a história começa do jeito que aconteceu, e termina do jeito que aconteceu. Mesmo com as típicas liberdades artísticas, a narrativa é bem crua, o que também vale para a arte. Os desenhos são bastante duros, frios, para não dizer insensíveis. Talvez isso tenha sido para contextualizar a forma como o autor imaginou a Guerra, como um evento frio e insensível. Mas eu acredito que o verdadeiro significado do estilo de arte tenha sido mesmo a influência do conturbado relacionamento entre pai e filho que, aos olhos de Spiegelman, sempre pareceu uma relação com as mesmas características da arte da hq.

Mas as coisas não são tão simples assim, nem as pessoas e é isso que Maus também nos mostra. Em meio a personagens bastante humanos e verossímeis, conforme lemos a hq ela vai se tornando cada vez mais algo muito maior do que uma simples história, e se torna quase uma parte da sua vida.

Talvez muitos de vocês não vejam Maus do jeito que eu vi. Eu fiquei pessoalmente envolvido com a história, pois minha relação com meu pai é muito parecida com a descrita na hq, então talvez eu tenha visto muito mais na história do que outros sequer verão. Independente disso, é uma HQ que vale a pena ser lida, afinal de contas, não é toda história em quadrinhos que ganha o Prêmio Pulitzer. Mas já aviso: A HQ é extensa, então talvez (bem provavelmente) os mais acostumados ao quadrinho massa veio com explosões e personagens anatomicamente (ou exageradamente) perfeitos possam se decepcionar, porque não há nada disso ali. Há apenas experiência de vida.

Maus pode ser encontrado nas livrarias numa antologia completa por R$ 45,50. Para os fãs de boas hqs, vale cada centavo.

Em tempo: “Maus”, em alemão significa “Ratos”.


Nota: 10

Rafael Rodrigues não passou pelos campos de concentração nazista, mas sabe como às vezes uma relação entre pai e filho pode ser difícil.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Homem de Ferro 2

Uaréview
Por Vini


Para analisar o desempenho de Homem de Ferro 2 temos que colocar alguns pesos na balança e analisá-lo sob vários aspectos. Como sequência do primeiro, acho que o filme se saiu acima da média. Geralmente sequências, ainda mais sendo de super-heróis, tendem a fraquejar bastante, mas na minha opinião são três os fatores mais importantes para que esse filme segurasse as pontas e se tornasse um bom filme: Robert Downey Jr., Mickey Rourke e Jon Favreau.

Isso porque não estou contando com a presença de Scarlett Johanson como a Viúva Negra e Don Cheadle como Máquina de Combate, que substituiu Terrence Howard e seu apático Jim Rhodes, fazendo um papel bem melhor que seu antecessor.

Fato: Downey nasceu para esse papel, porque ele simplesmente faz ele mesmo!
Não que eu conheça o cara, mas por tudo que a gente acaba lendo dele por aí, não dá pra simplesmente dizer que o ator só está fazendo um bom papel e pronto. É ele que imprime emoção no filme todo, de drama (por estar muito doente e preocupado com as consequências disso), da parte de ação (tanto como Homem de Ferro ou analisando maneiras de se curar da infecção ao paládio) e até da parte cômica (do jeito com que o personagem se porta durante seu depoimento ao congresso americano e na festa em sua mansão).

Ele certamente é o nome do filme e grande responsável por segurar as pontas com a simpatia de seu personagem. Mickey Rourke está matador no papel do vilão Whiplash. O cara é um grande ator e deu um ar todo sinistro ao personagem. Não só pela sua cara feia, mas pelo seu talento em atuar mesmo! Ele foi do brilhante cientista transtornado ao brucutu que usa a força pra conseguir seus intentos de uma maneira fantástica.


E por fim, fechando a trindade, o diretor e ator Jon Fraveau que foi responsável por dar continuidade no jeito divertido e despretensioso do filme e pela participação como alívio cômico nele. Ele conseguiu terminar uma cena fantástica de ação (aquela onde a Viúva Negra ataca vários seguranças) com uma piada, sem estragar nada dela! Por ser a sequência de um filme de sucesso, esse filme veio carregado de pressão para que ele fosse até maior, tão bom quanto o primeiro. Eu acho que não conseguiu, mas também não deixou de ser um filme bom e divertido!


Imagino que o fato desse filme estar ligado ao plano da Marvel em conectar todos os filmes dentro de uma mesma linha cronológica para a preparação do filme dos Vingadores seja em parte responsável por não termos um filme mais fácil de assimilar como continuação do primeiro. Isso "travou" um pouco o desenvolvimento do filme e pode prejudicar os outros filmes que estão por vir.

Muitos tiveram medo antes do filme estrear! Digo isso porque num primeiro momento, imaginar um filme onde o vilão além de não fazer parte da galeria de vilões mais "bad ass" do Ferroso ainda é um "bucha" nos quadrinhos, faria qualquer um imaginar que o filme estava fadado ao fracasso! Mas como eu disse antes, tudo foi salvo por grandes atores, um diretor muito comprometido e principalmente um roteiro competente. Daqueles que você tem a sensação de que está lendo um bom arco de histórias do personagem nos quadrinhos. Nós que estamos acostumados a ler Homem de Ferro já sabemos, o personagem não teve lá muitos grandes momentos nos quadrinhos a não ser na fase da "pilecagem", na guerra das armaduras e mais recentemente em Extremis e Civil War.


Mas o roteiro é competente por isso. Apesar de não fazer menção direta ao problema do alcoolismo, uma parte está lá durante sua festa de aniversário. Aliás, cena hilária, que logo após, se transforma numa das melhores tretas entre super-heróis que um filme já registrou!



Nesse segundo filme, temos Tony Stark como uma celebridade mundial por ter se revelado como o herói enlatado. Suas preocupações agora são ter que enfrentar o governo dos EUA, que quer confiscar a armadura para utilizá-la em benefício de seus interesses como uma arma de guerra, e pensar numa maneira de se livrar da doença que o está acometendo e que piora cada vez que ele usa a armadura, isso por causa de um composto presente na bateria peitoral. Portanto, alguns dos elementos mais importantes de várias histórias do personagem estão no roteiro. Inclusive a criação do Máquina de Combate, que segue quase a mesma linha traçada nos quadrinhos e a presença de Justin Hammer, seu antagonista, brilhantemente feito por Sam Rockwell.


Por falar em elementos importantes da história do personagem, é fato que o Homem de Ferro tinha muito mais fama na década de 70 do que hoje nos quadrinhos (apesar dos ótimos filmes), e a impressão que eu tive até certa parte do filme, pra ser mais exato durante a corrida em Mônaco, é que o clima da película era totalmente anos 70! Não sei se mais alguém percebeu isso, mas dá pra notar um climão daqueles filmes antigos de heróis (esses menos poderosos e mais humanos) que passavam na TV.


A presença da SHIELD e de Nick Fury (Samuel L. Jackson também sendo ele mesmo!) estão muito mais fortes agora e serviram como ponta para incluir o Homem de Ferro dentro do universo dos Vingadores, já a Viúva Negra de Scarlett Johanson apesar de ser um colírio para os olhos, teve bons... mas pequenos momentos no filme. A não ser a cena da luta que na minha opinião quase rivalizou com o ataque do Noturno à Casa Branca no filme dos X-Men.


Achei a participação dela como funcionária do Jurídico das empresas Stark, meio morna e mexeu com muita coisa no filme, pois para que ela tivesse maior participação, ela meio que virou a secretária de Tony, depois a secretaria da Pepper (Gwyneth Paltrow) enquanto ela assumia o cargo de CEO da empresa. Isso acabou dando uma importância desnecessária pra Pepper no filme. Inclusive acho que teremos surpresas caso aconteça um terceiro filme. Ela provavelmente estará assumindo um papel ainda mais importante na vida de Stark.

No final do filme ele fala algo sobre estar se acertando, estar honrando ela. Será que vão querer mexer tanto assim com o Ferroso? Nesse filme ele já parece estar menos "playboy" e mais comedido com as mulheres (efeito Disney?)


Bom, mas voltando à Viúva... Sem essa desculpa, dela trabalhando pras empresas, certamente ela não teria muito tempo no filme, já que sua participação como a heroína foi mínima. Talvez o que tenha atrapalhado não é nem isso, mas o fato das coisas se darem muito rápidas.

Aliás, isso é uma coisa que me incomodou. A passagem de tempo. Considerando que Pepper ficou só uma semana no cargo, sua amizade com Natalie (ou Natacha Romanova), a montagem da nova armadura com a nova tecnologia, as armaduras construídas pelas empresas Hammer e o upgrade no War Machine foram feitas em dois dias no máximo!


Outro detalhe importante que lembrei agora é que o filme deve algumas cenas cortadas como aquela em que ela atira com a luva do Homem de Ferro e a cena onde Pepper está com Tony no avião e beija o capacete antes de jogá-lo ao ar.


Por fim, a cena da luta final é espetacular!

Começa com uma briga entre o Homem de Ferro e o Máquina de Combate (já disse que ele está perfeito no filme?) contra um monte de Hammerdroids numa espécie de jardim oriental! Muita porradaria depois e uma cena hilária envolvendo um pequeno foguete que tem o singelo nome de ex-esposa, o Vingador Dourado resolve disparar um raio que me lembrou muito um golpe que ele tinha no game Marvel Vs. Capcom. Animal!!!

A luta contra Whiplash, agora com elementos de outro vilão, o russo Dínamo Escarlate é rápida, assim como foi a luta entre ele e o Monge de Ferro no primeiro filme. O que é uma pena!


Costumo achar que quando um filme não tem muitos buracos de roteiro, ele já conseguiu passar da média. Homem de Ferro 2 não é lá estas coisas se comparado a um Batman Begins e nem é muito memorável, mas é divertidíssimo! E o tipo de filme que dá vontade de ver de novo!!! Assim como o primeiro, não quer te fazer pensar muito, apenas quer divertir.

E cumpriu a missão com méritos!

Nota: 8

Os quadrinhos de Antigamente eram bem melhores...

Como assim o Asa Noturna agora é o Batman e o Robin é um filho assassino do Bruce Wayne? Cadê os supervilões que eu via nas histórias em quadrinhos como o Doutor Destino, o Magneto, o Rei do Crime, Lex Luthor e Duende Verde? Só vejo herói brigando com herói... Peraí, pacto com Mefisto? Normam Osborn é herói? Lanterna azul?

Os quadrinhos de antigamente eram bem melhores, hoje eles defecam totalmente nos personagens!

A maioria dos leitores de quadrinhos quando começou, estava ainda na escola. Como os desenhos na televisão, foi uma parte importante de sua vida, um passatempo divertido. Eu posso dizer que com toda certeza do mundo que os valores do Capitão América, a responsabilidade do Homem-Aranha e a necessidade de lutar pelo que é correto do Batman moldaram minha personalidade. Era uma maneira de escapar das aulas chatas, quando seus parentes enchiam sua paciência, enfim as histórias em quadrinhos eram uma parte da sua infância que não eram uma droga! Por isso você preserva um sentimento todo especial com o personagem.

A vida vai passando, você começa a trabalhar se aprofunda nos estudos, conhece alguém interessante que te dá um friozinho na espinha, faz novas amizades e quando menos espera, não tem mais tempo para se dedicar aos seus heróis dos quadrinhos.

Um belo dia, após um estressante dia de trabalho, numa pausa em sua vida corrida tu olha na banca e vê um gibizinho que estampa o Capitão América na capa, bate aquele saudosismo animal, você olha para os lados, checa o relógio e num rompante emocional resolve comprar a revista. Feliz, lépido e faceiro começa a ler. Alguns minutos depois, indignado, amassa a revista e a atira no latão de lixo mais próximo. "Que merda foi essa que fizeram com o Capitão América? O Capitão nunca atiraria em um inimigo, o Capitão não falha, não fica se perguntando se está fazendo o certo, não gagueja ao discursar... Não, tá tudo errado!"

Tudo no universo muda se você persistir. Veja o exemplo na mitologia, porque ela é tão confusa? Porque os Menestréis iam de um lugar para o outro, contando suas histórias e mudando o tema para agradar às multidões. Ele contava o tipo de história que o público queria ouvir, que aquela região queria.

Hoje em dia com os quadrinhos não é diferente, inclusive o feedback é mais rápido! No período máximo de dois meses um autor já sabe se seu produto acertou o público ou errou miseravelmente, isso é claro, se o boca aberta perder tempo esperando o retorno financeiro! Se for um cara um pouco mais esperto, basta entrar na internet e obtém a resposta quase imediata! E as exceções só confirmam a regra, não existem mais magnatas como Willian Randolph Hearst que mantém uma tira em seu jornal como Krazy Kat só porque ele pessoalmente gosta!

Cada geração comporta-se de modo diferente, está inserida em um contexto diferente. A juventude da criação do Capitão América se encontrava em plena segunda guerra mundial, os dos anos sessenta na guerra fria e os de hoje ao terrorismo financeiro!

Os escritores e o público também envelhecem, aos poucos começam a pensar de forma diferente e essas mudanças se refletem nas histórias em quadrinhos. Criadores novos e leitores surgem, novas idéias suplantam as anteriores. A popularidade de um personagem cai e são introduzidas inovações para resgatá-lo, como foi feito atualmente com o Bucky assumindo o escudo do Capitão América. Ou mesmo quando um zé ruela em uma reunião, cisma em trazer de volta o Barry Allen, todos concordam porque esse cara paga seus salários!

Se um personagem pula de mídia então, o negócio as mudanças ocorrem ainda mais rápido. Depois do filme, os X-men abandonaram o colant, os Super Homem ganhou certo parceirinho chamado Jimmy Olsen, o Sombra passou a ficar invisível e por ai vai!

Agora mistura tudo isso em um caldeirão e você vai entender o que aconteceu com seu personagem favorito. E não é só ele quem mudou você também mudou! O Capitão América de hoje não é o Capitão América de antes, mas você também não é o mesmo leitor de antigamente, você ficou mais velho, cresceu e passou por inúmeras situações em sua vida, é possível que aquilo que antigamente era muito divertido para você, hoje não seja mais!

Finalizando, parafraseando o pessoal do Uarévaa no podcast 3: "Por que os quadrinhos tem de ser a única mídia que jamais muda? Por que não pode evoluir e acompanhar o contexto dos tempos atuais?"


Por Alex Matos e Al Lock

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Re-animator

Dan Cain: Ele está morto?
Herbert West: Não mais.
Reanimator




Tema Macabro



Howard Phillips Lovecraft é, sem dúvida um dos autores mais influentes no gênero de terror, tendo em muitas de suas histórias estabelecido as bases para uma série de elementos do gênero que hoje são usados à exaustão em filmes, séries, livros, HQs e games. Não é de surpreender então que o autor tenha parte na criação de um dos elementos mais conhecidos do terror atualmente, os zumbis.

Em julho de 1922 começou a ser publicado, de forma seriada, um conto chamado Herbert West – Reanimator. Na história, um cientista obsessivo, desacreditado por seus colegas por insistir que pode superar a morte desenvolve uma fórmula que, injetada nas veias de um corpo recém falecido, causa a volta das funções do seu corpo, como trazendo-o de volta à vida. Mas o processo de “reanimação” tem seus efeitos colaterais, e a maioria das cobaias de Herbert West se tornavam violentos e, após tentativas de retornarem para suas próprias sepulturas, acabavam aterrorizando as comunidades de onde vinham. A única pessoa que simpatizava com Herbert West era Dan Cain, que foi um de seus colegas.

Herbert West – Reanimator foi publicado originalmente na publicação amadora Home Brew e dividida em 6 partes: “From the Dark”, “The Plague-Daemon”, “Six Shots by Moonlight”, “The Scream of the Dead”, “The Horror From the Shadows” e “The Tomb-Legions”. A história é considerada, junto com Frankenstein de Mary Shelley, um dos precursores das histórias de Zumbis atuais.

Como eu mencionei no post sobre Lovecraft, o autor só teve reconhecimento depois de morto, então na época a história não chegou a se tornar popular, isso acontecendo apenas após suas adaptações para outras mídias.

A primeira adaptação do conto se deu na revista Weird Science, da EC Comics, em 1950, numa versão em quadrinhos. Mas a mais conhecida adaptação do personagem foi sem dúvida o filme Re-animator, de 1985, dirigida por Stuart Gordon (que também adaptou o conto de Edgar Allan Poe, o Poço e o Pêndulo) e protagonizado por Jeffrey Combs. O filme, além de ser uma boa adaptação do conto original também foi muito bem recebido pela crítica, e hoje o filme é considerado um clássico do gênero.



O filme ainda contou com duas sequências: A Noiva do Re-Animator, de 1991, que mostra a tentativa de reanimar um antigo amor do Dr. Dan Cain e mais recentemente, em 2003, Beyond Re-Animator, que leva a história e os personagens para uma prisão, 13 anos depois da última sequência, onde Herbert West cumpre pena pela morte de uma garota. As duas sequências foram dirigidas por Brian Yuzna (diretor de trashes como A Volta dos Mortos-Vivos 3) e trazem de volta Jeffrey Combs como protagonista.



A noiva de Re-animator foi bem recebido, ganhando inclusive algumas premiações do gênero, e ainda se inspira no conto original de Lovecraft. Já Beyond Reanimator foi menos expressivo, estreando primeiro na TV e indo direto para DVD, tendo muito pouco a ver com o conto original, sendo apenas uma sequência direta dos filmes. Mas também vale a pena conferir.





Curiosidades:
- Herbert West – Reanimator foi criado por Lovecraft como uma paródia do Frankenstein de Mary Shelley;

- Jeffrey Combs, que intepreta Herbert West nos três filmes de Re-Animator faz a voz do Questão no desenho Liga da Justiça Sem Limites;
- Recentemente a editora Dynamite Entertainment publicou a hq Army of Darkness VS Re-Animator, colocando Herbert West e outros monstros Lovecraftianos contra Ash Williams, da série de filmes Evil Dead;
- A editora Zenescope (que está lançando HQs da série Charmed) publicou uma revista em quadrinhos regular chamada “Chronicles of Dr. Herbert West”, baseado no conto original;
- Foi desenvolvido o piloto de uma série chamada “Herbert West – Re-animator: The Series”, que buscava ser uma série de terror adolescente no estilo “Buffy – A caça Vampiros” e inspirada no conto de Lovecraft. Não soube mais nada sobre esta série desde 2009, então ao que parece, o piloto não decolou (trocadilho não intencional).



Na próxima madrugada:
Uma jovem garota é morta, e para trazê-la de volta à vida, um jovem a submete a uma ousada experiência. Na próxima semana, um filme com premissa criativa e original, do tipo que não se faz mais, A Maldição de Samantha.

Uaréview – Homem de Ferro 2


Você gostou do primeiro Homem de Ferro? Essa é a primeira coisa que você deve ser perguntar antes de assistir essa sequência. Se você gostou do primeiro filme, vá para o cinema tranqüilo que é garantia certa de diversão. Se você não gostou, bom... Aí é melhor passar longe. É um flme divertido, mas vá para o cinema de mente aberta.



Homem de Ferro 2 é um filme que pode – e deve – ser analisado sob diversos aspectos. Primeiro porque sendo a sequência de um filme de sucesso, vem com uma responsabilidade e pressão grande por ser tão bom ou melhor que o primeiro. Segundo porque faz parte de um plano muito maior da Marvel Studios de conectar todos os filmes dentro de uma mesma linha cronológica que leva ao filme dos Vingadores. E terceiro porque ele precisa necessariamente evoluir a história para que o filme não fique parecendo um plágio do seu antecessor. Por isso, para falar desse filme, vamos por partes.


Primeiro, a trama básica: Homem de Ferro agora é uma celebridade, já que Tony Stark revelou ao mundo ser o herói e não só ele, mas todos ao seu redor têm de lidar com as conseqüências disso para sua vida pessoal, física e psicologicamente. Nesse meio tempo, um homem planeja vingança contra Stark e seu legado, que une forças com um rival de Stark para atingir seus objetivos.



Lembro que quando o primeiro Homem de Ferro saiu, muitas pessoas viram no filme uma inspiração muito forte de Batman Begins (Homem passa um tempo fora de seu mundo natal, aprendendo novas coisas e voltando com um objetivo específico em mente, quando todos o davam como morto, decidindo usar o que tem para proteger os inocentes. O vilão é alguém que foi como um pai para ele, mas que acaba sendo seu antagonista por ter uma visão diferente de mundo; herói e vilão se enfrentam no final culminando em um clímax que deixa em aberto o retorno do vilão). Se realmente o primeiro Batman do Nolan foi uma inspiração para o primeiro Homem de Ferro, pode-se também dizer que O Cavaleiro das Trevas foi inspiração para Homem de Ferro 2.. As comparações são várias: Vilão com visual ameaçador, imprevisível e que parece estar sempre a um passo do herói; vários personagens coadjuvantes, todo tendo seu tempo de brilhar; varias subtramas ligadas à trama principal, mas que são parte de um mesmo todo; a forte sensação de que você está lendo um arco de histórias do personagem nos quadrinhos. Até troca de atores ocorreu nos dois filmes (Kate Holmes por Meggie Gyllenhaal como Rachel Dawes e Terence Horad/Don Cheadle como James Rhodes).

Mickey Rourke é Whiplash, que no filme pega elementos do vilão Dínamo Escarlate, e faz seu papel de forma muito competente. Dá até pra acreditar que o cara é mesmo russo, dado a fidelidade do sotaque. Jon Favreau, o diretor, foi muito astuto na contextualização desse personagem, pegando dois vilões completamente inexpressivos e limitados e transformando-os num personagem que é basicamente o Coringa do Homem de Ferro.

Na verdade, Favreau fez questão de trazer para este filme vilões que fossem a antítese do herói. Como Tony Stark é um gênio milionário mimado e excêntrico, Favreau dividiu esta personalidade em duas, criando Whiplash (o gênio que cresceu errado) e Justin Hammer (o mimado que cresceu... mimado). As motivações dos dois vilões não poderiam ser mais distintas: Enquanto um culpa Stark e sua família por terem destruído a família dele (olha os elementos básicos de arquiinimigo aí), o outro é apenas uma sombra de Stark, alguém que sempre quis ser como ele, mas nunca foi tão bom ou tão carismático.

Os personagens coadjuvantes estão extremamente competentes. Destaque para Gwyneth Paltrow, que se mostra uma personagem muito mais interessante e complexa neste filme (e talvez tenha conquistado seu lugar de par romântico mais relevante dos filmes de heróis até agora – depois da Lois Lane Margot Kidder, claro) e para o próprio Jon Favreau, que dá a si mesmo um papel um pouco maior desta vez, participando até de uma cena de ação. Os diálogos são com certeza o ponto forte do filme, mesmo nos momentos mais exageraodos, explicitam bem o que a cena exige e dão o tom da história.

As sequências de ação me empolgaram muito mais do que os do primeiro filme, e me pareceram bastante justas. Inclusive, a sequência final – que é enorme – acaba sendo um laboratório (proposital ou não) para como deverão ser as cenas de ação no vindouro filme dos vingadores, com diversas sequências acontecendo ao mesmo tempo, todas relacionadas entre si ao clímax da história.

No entanto, apesar do filme ser bastante divertido, ele tem seus problemas. Primeiro porque ele segue a fórmula do “em time que está ganhando não se mexe” e não ousa muito, mantendo o mesmo tom do filme anterior, com uma ou outra empreitada mais exagerada. Segundo, porque Favreau, para não tirar o tom leve do primeiro filme, inclui a clássica saga “Demônio na Garrafa” de forma muito sutil e descaracterizada, mostrando Stark com um popstar excêntrico e dado a exageros como muitas celebridades cujas vidas sempre foram tumultuadas. Mas o que nos quadrinhos foi uma fase bastante dramática do personagem se tornou motivo de piada no filme, literalmente. Há também uma série de forçadas de barra que em alguns momentos quase chegam a ser difíceis de engolir, mas você deixa passar mesmo assim.

Outro problema da película, e que eu não vi ninguém comentar em nenhuma resenha por aí é que a iniciativa da Marvel que leva aos Vingadores prejudicou o desenvolvimento do filme, pois Favreau esteve de certa forma limitado na evolução da história, já que o futuro dela já estava comprometido e ligado a outros filmes e franquias. Os personagens amadureceram, a história evoluiu do primeiro filme para esse, mas de forma tímida, para não atrapalhar o desenvolvimento dos outros projetos alheios a ele.

Falando em Vingadores, a participação de Nick Fury é pequena, mas importante, levando o enredo para uma outra direção. Se não houvesse essa subtrama atrelada à trama principal, a história não sustentaria um filme de 2 horas. Mas apesar da participação do personagem ser bacana e evoluir a história, inclusive inserindo um retcon (nem os filmes escaparam dessa), ela serve mesmo apenas para incluir o Homem de Ferro dentro do universo dos Vingadores, o que, isoladamente, poderia ter sido deixado de lado para dar uma encorpada melhor na trama principal. Mas a cena pós-créditos, apesar de boba, não deixa de ser muito emocionante para quem é nerd. Além disso, o filme também possui vários Easter Eggs bacanas (alguém mais além de mim viu que um exemplar de Capitain America nº 1 aparece nas coisas de Howard Stark?)

O saldo final do filme acaba sendo mais positivo do que negativo, mas apesar de eu ter gostado da decisão de Favreau de não incluir nenhum gancho no final de seu filme, a história ficou com cara de “episódio para encher lingüiça”, ou apenas uma grande introdução para os outros filmes que virão por aí.

No fim das contas, voltando às comparações com os Batman de Christopher Nolan, Homem de Ferro prova mais uma vez que ele e o homem morcego estão em dois extremos, sendo um a exata antítese do outro, o que não é necessariamente ruim. Seria muito chato se no mundo existisse apenas um sabor de sorvete. Um filme extremamente divertido, que não é para ser levado muito a sério, raso, mas não imbecil (apesar dos exageros e de algumas cenas forçadas) e com ótimas cenas para se ver no cinema. E se eu não falei da Viúva Negra e do Máquina de Combate é porque eles agregam muito pouco ou nada à trama.


Nota 7,5 (o que para um filme de super-herói tá bom)


Rafael Rodrigues gosta mais do Thor do que do Homem de Ferro, mas na verdade ele é fã mesmo do Superman.

domingo, 2 de maio de 2010

PalhetadA

Booooa Segunda nerds do rock and roll!! E ai? Todo mundo assistindo o filme do latinha e eu ainda nem consegui passar perto do cinema por que tava parecendo promoção de puteiro...sem condições! Mas eu prometo aqui falar da trilha sonora do filme assim que eu assistir belê? Hoje a matéria continua na pegada infantil, afinal ver uma criancinha curtindo rock desde um embrião pode salvar a vida desse pequeno “serumano” e encher os pais de orgulho... ó que beleza!! A não ser que você queria ver seu filho (a) se jogando no rebolation ou coisa pior...



Já falei no 1º podcast como fui sortudo pra cacete de ter ido no show do Queen (aeeee Z se fodeu!! aHUAHUAHAUAHA) quando eu ainda estava na barriga da minha mãe e que isso foi motivo de longas conversas na família, onde uns achavam um barato e outros um absurdo...uarévaa! O fato é que a música influencia SIM na criação e formação de valores e personalidade (com uma ajudinha dos pais, obóvio) da criança, basta ter bom senso. Não me refiro a gosto musical...eu disse bom senso! Ou vai me dizer que você vai querer que seu herdeiro (a) ouça Taty Quebra Barraco, Créu ou até mesmo Raimundos? Cara eu AMO Raimundos...mas convenhamos, pra um bebê não é o tipo de som adequado...ainda. Pensando nesse pequeno problema foi criado o Rock By Babies!! Yeah!! Imagina ouvir Master of Puppets do Metallica ou Hey Jude dos Beatles em versões de ninar? Sim, papai e mamãe de primeira viagem...seu filhote pode (e deve) ouvir as melodias tchuquitchuqui no berço, ou por que não ainda na barriga da mama? O Legal da iniciativa é manter a melodia da música e fazer com que a criançada se acostume com o som, e durma mesmo. Mas nada de nana neném, o buraco aqui é mais embaixo... da uma ouvida ai e já aviso essa coisa da sono mesmo...rs.
Isso depois do almoço é pracabá né? aHUahuaHuhAUAHAUAHuAhua o Rock By Babies já transformou muitas bandas em melodias de ninar, citando algumas temos: AC/DC, MetallicA, Aerosmith, U2, Green Day, Queen (O melhor na minha opinião), Beatles, Guns and Roses, Led Zeppelin, tem até do Nirvana pro Jeet se arrepiar todinho e a última novidade pro delírio da Pin e do Algures... Journey. Eu ainda vou ter o meu Duendinho e vou tacar isso ai pra ele ouvir com certeza!! O Apocalyptica também deu a sua contribuição de forma diferente pra divulgar a melodia pesada de uma forma mais audível pros pequenos ouvidos em evolução, não é novidade pra ninguém o trabalho dos caras, mas vale a pena ser lembrado sempre né?
Talvez seja é um pouco pesado demais os violinos plugados com distorção para uma melodia de ninar, mas isso baixinho num quarto....pode não fazer o neném durmir, mas pode muito bem ser concebido não? AHUAHaUaHuAhUAhAUaHAhAUaHuaaHUAHUAHAUhaUa ai cacete...ok voltando aos babies, a coisa não fica só nas músicas não, existem produtos variados pros pimpolhinhos de montão, como bottons, camisetas, macacõezinhos...produtos pra criançada num falta!! E aê? SE você tem um filho que usa alguma dessas coisas, manda pra gente no contato@uarevaa.com vale também filho do vizinho, da prima, da tia...mandaê!!Vou ficando por aqui mas deixo mais algumas melodias soníferas pra vocês e a opinião de Kirk Hammet sobre o cd =DE pra você que se interessou pela coisa toda, eu separei algumas músicas e fiz o terceiro cd do PalhetadA, pra quem quiser pegar e curtir essa coisa fofinha ui ui ui aHUHAUAHuaAHuAAHUa é só clicar na capa!
Let´s Rock Babyes!!
Duende Amarelo.

sábado, 1 de maio de 2010

Homem de Ferro 2


Uaréview
Por Monitor


Esse fim de semana não teremos Plantão do Monitor,mas em compensação já vi o grande blockbuster do ano,Homem de Ferro 2 e comentarei aqui com vocês!Review com muitos SPOILERS!


Bem vamos a história.O segundo filme começa onde o primeiro acaba,quando Tony Stark (Robert Dowey Jr,ainda ótimo no papel)revelando ao mundo a sua identidade como Homem de Ferro.Acompanhando isso na Russia,Ivan Vanko(Mickey Rouke,muito foda no papel,depois falo mais) vê seu pai morrer e a sua criação principal,o reator ark,no peito do filho do homem que o traiu.Com os blueprints do projeto original,Ivan cria um novo mini-reator,semelhante ao que Tony tem no peito.

Corta para 6 meses depois,onde Tony Stark faz sua aparição sempre chamativa na Stark Expo,feira de tecnologia fundada pelo seu pai e depois resgatada pelo filho,no sentido de usar não só a tecnologia da armadura para o bem(como visto nos virais),mas para que outras empresas possam divulgar e compartilhar tecnologias.Mas Tony está com um problema serio,ele está morrendo.O paládio de sua bateria no peito o está envenenando.Ele precisa de um substituto rapido,senão vai pro saco.

Mas o governo quer sua armadura,e Justin Hammer(Sam Rockwell) é um dos principais fabricantes de armas que quer ver essa tecnologia compartilhada,mas a favor de Stark temos a nova CEO Pepper Pots(Gwyneth Paltrow) que tenta por ordem na casa.Por outro lado,temos seu amigo Coronel James Rhodes(Don Cheadle,anos luz superior ao Terence Howard),que tenta ajuda-lo,mesmo que as vezes seu papel como militar tenha que vir na frente da amizade.Mas durante uma corrida em Monaco,Whiplash se revela,e prova que"Deuses também podem sangrar"...

Bem,por enquanto chega de spoilers,vamos falar sobre o filme.Em geral o tom dele é igual do primeiro filme,com duas diferenças que o tornam melhor:ele não se prende ao orçamento,ou seja,o potêncial dele é de fato explorado,e as cenas de ação são infinitamente superiores a aquelas porcarias do primeiro filme(que constava em ele só voando).Mas mesmo assim em termos de tom não avança,mas o principal talento do diretor Jon Favreau é deixar os momentos de comédia completamente aceitaveis na trama proposta.Não que seja ruim mudar,mas evoluir faz parte.

A mitologia da Marvel nesse filme também é ampliada.Temos o vislumbre masi proximo do escudo pré montado do Capitão America(que para Stark é sucata),repotagens mostrando um certo monstro verde causando estrago.A "super boy band",também conhecida como Iniciativa Vingadores está mais presente,assim como a importancia dos Stark pra S.H.I.E.L.D.,já que pai de Tony foi um dos fundadores.E a cena pós creditos,que novamente foi melhor que o resto do filme inteiro, que deixou a mim e a todo mundo que esperou até o fim da sessão malucos!E estranhamente,muitas das cenas que vimos em trailers e comerciais foi deixada de fora...

Falando no S.H.I.E.L.D.,achei boa a atuação da Scar-Jo como Viuva Negra,apesar que ela só aparece como tal lá pro fim,Mas Jon não é bobo nem nada,e põe ela varias vezes de lingerie FTW.A participação de Nick Fury(o badass motherfucker Samuel L Jackson) foi curta,mas importante a historia,e gerou uma das piadas mais escrotas já feitas com o personagem HAHAHAHAHA.

Mickey Rouke,diferente do que parecia,foi um vilão foda! Ivan é tão inteligente quanto Tony,mas tem a vingança como principal foco.Ele no fim das contas é igual ao Tony,mas que está no caminho de vingança.Seja pra sair vivo ou morto,ele vai concluir seu plano.Tanto que quando ele usa sua armadura no fim do filme(que é a armadura do Dinamo Escarlate com chicotes eletricos),ele faz questão de deixar o rosto a mostra,para que saiba que o vai matar não é a roupa,mas a pessoa e a determinação dela.Já Sam Rockwell está hilário como Justin Hammer.Completamente diferente da HQ,mas hilário como wannabe Stark.Ver Happy Hogan ter mais destaque foi bacana.
Calculo Mortal

A interação de Dowey Jr e Don Cheadle é muito bacana de se ver!O War Machine fica fodão na tela!Você percebe que ele quer ajudar,mas suas escolhas como militar o impedem de fazer o que ele aha certo muitas vezes.a briga dele na Mark 2 contra a Mark 4(sim,é ele,não a Viuva Negra como eu pensava) é digna de DragonBall Z,tanto que no final eles até fazem a Genki Dama HAHAHAHAHA.Destaque na frase que deve virar celebre "o negocio não é ser funcional,o negocio é ser bad ass!" Mas o que é bacana também é a ligação com que é dito no primeiro filme,de que o soldado decide o que fazer com a arma,não ao contrario.Você vê o brilho no olhar dos soldados quando a Mark 2 chega a base.

Uma coisa interessante de se notar que pelo fato do Homem de Ferro ter se tornado uma pessoa publia,vemos muitas cenas não do ponto de vsita dos personagens,mas de espectadores,seja de um espetaculoou de uma audiência publica.Diferente do primeiro filme,este tem um tom de se expor mais,das caracteristicas do vilão principal a trama em si,a ideia é mostrar que atrás da maquina tem um homem,extemamente volatil e fragil.E esse homem precisa urgentemente dar um jeito na sua vida.


No fim das contas continua divertido,continua com qualidade.e de certo modo flui e funciona melhor que o primeiro filme.Mas ainda não acho que a Marvel Studios tenha um filme eu que possa dizer "FODA PRA CARALHO!" (minhas espectativas em relação a isso estão em Thor),mas pelo menos com o Latinha ele tem feito um ótimo trabalho.

Nota:9,0

PS1:Devia ter botado fotos de outras pessoas do filme....ahhhh,deixa assim que tá ótimo!

PS2:SPOILERS! Cena pós creditos aqui e escudo do capitas aqui,mas corra antes que tire do ar!

PS3:Eu quero!RS