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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Retalhos e os Quadrinhos Biográficos

A Biografia é um gênero literário em que o autor faz um o relato da vida de uma pessoa e dos aspectos de sua obra, freqüentemente abordados de um ponto de vista crítico e não apenas historiográfico. Como todo gênero literário, assumiu diversas formas de expressão ao longo do tempo. Uma dessas formas de expressão, e que hoje em dia está bem em alta, é a biografia através de histórias em quadrinhos. 


Confesso que nunca fui muito de ler quadrinhos desse estilo, durante minha adolescência me detive nas HQ´s de super-heróis, passando por ficções espaciais e até mangás de aventura. Só com os vinte e poucos anos batendo a porta comecei a ler obras que retratavam mais o cotidiano e o intimismo do ser humano. Porém, o que me despertou o interesse pelas histórias em quadrinhos de biografia foi algo fora (nem tanto assim) do mundo da arte seqüencial: o cinema documentário.

A menos de três anos comecei a conhecer e ver mais filmes documentários, obras que tratam de personagens reais, situações de nosso mundo, buscando desnudar, também com um pouco de poesia, momentos e pessoas que muitas vezes passam despercebidos por nossos olhos no dia-a-dia. Nunca li Maus de Art Spielgeman, um clássico desse gênero de quadrinho biográfico, também nunca li Robert Crumb que já nos anos 70 mostrava a vida submunda dos Estados Unidos, junto a outros nomes do underground. Talvez, o mais próximo de biografia que tenha chegado num passado tenha sido Joe Sacco e seu jornalismo em quadrinhos. Onde, ele retrata a vida e os problemas de locais como Palestina e Gorazde, dando um caráter jornalístico, não sendo tanto assim uma biografia.

Nos últimos anos várias obras têm chegado às bancas e livrarias contando os problemas e aspectos da vida de pessoas, muito deles os próprios desenhistas ou escritores. Histórias como Fun Home, escrita e desenhada pela quadrinista estadunidense Alison Bechdel, e Modotti - Uma mulher do século XX, de Angel de La Calle, e obras de Robert Crumb e Kazuichi Hanawa tcom suas autobiografias em histórias em quadrinhos, só para citar algumas entre tantas que surgem a nossa frente, se tornaram corriqueiras e até modismos.

Porém, a HQ que me fez escrever esse texto é sobre um norte-americano, temente a Deus, preso em conservadorismos e em busca de se descobrir: Retalhos, de Craig Thompson (Companhia das Letras). Em suas quase 600 páginas, Thompson retrata sua vida começando na infância, onde sua relação com a família, seu irmão em especial, e a religião já norteia o caminho que iremos ver adiante.

Com uma narrativa gráfica repleta de mostras visuais de sensações tão intimas que para cada um poderia ser desenhada de uma forma diferente, o autor nos coloca um personagem/alterego medroso, acuado pela pressão da escola, igreja, pais e da responsabilidade de ter que cuidar de um irmão mais novo – dividindo a cama e as noites sem sono com ele – buscando na imaginação e nos desenhos formas de fugir de uma vida que não gostava.

Mas, retalhos não é só uma HQ sobre uma pessoa e sua vida, mas também, de um romance e como ela lida com novos sentimentos e a vida dos outros. Na adolescência, Craig conhece a bela Raina e em um misto de grande amizade e amor, os dois desenvolvem uma relação de ancora e fuga para ambos. Raina é uma jovem mais descolada que Craig, com amigos, irmãos com deficiências físicas e mentais, mais decidida que o protagonista, porém, perdida em meio à separação de seu pai e sua mãe.

Retalhos fala de problemas que podemos ou vivemos no dia-a-dia, dúvidas que nos surgem, encontros e desencontros, de uma forma suave e sedutora, com desenhos encantadores, que nos transportam para as sensações vividas pelo próprio Craig em cada momento.

Como aponta o Paulo Roberto, no site da Bravo, “o pulo do gato de Craig Thompson é, precisamente, ter também desenhado e não apenas escrito estes ‘Retalhos’. Como romance, talvez chafurdasse na vala comum das histórias de formação. Como graphic novel: o personagem expressa a ternura de ganhar uma colcha de retalhos da mulher que ama “entrando” no tecido, vivendo radicalmente uma metáfora. 

Serviço:

Retalhos
Editora: Companhia das Letras
Autor: CRAIG THOMPSON
Ano: 2009
Número de páginas: 592
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

De Fora da Panela!!

"Meo! Num é que a Cah é uma desocupada mesmo e nos mandou outro texto pro feriadão??? Ai sim hein??? Cultura você vê aqui no Uarévaa aHuaHuahAUAHUAhAUAHuaa...como ela já foi apresentada a vocês...vamos conferir o novo texto da moça."

21 de ABRIL - DIA DO “ARRANCADENTES”

Joaquim José da Silva Xavier podia ter sido mais um dos meninos nascidos em boa família e vitimado pelas fatalidades da vida, pois perdeu os pais ainda criança e foi criado pelos padrinhos.
Com o padrinho aprendeu o oficio de dentista e se tornou um cirurgião conhecido na região de Minas Gerais no século XVIII. Foi um dos primeiros dentistas a esculpir dentes como um joalheiro para implantar em seus pacientes, pois também adquiriu conhecimentos na área de ourivesaria, mineração e hidráulica. Em resumo era o que atualmente chamamos de nerdão.
Embora seu apelido seja Tiradentes, contam os livros da Tia Cotinha e o nosso atual e abençoado Mr. Google que ele não gostava de arrancar o dente de ninguém, preferia mesmo era prevenir seus pacientes com relação a conservação da saúde bucal.
Como na época o serviço militar dava um certo prestigio ao ser humano nascido aqui nesta terra, ele foi soldado da cavalaria mineira. Mais ou menos nesta época é que a revolta juvenil chegou (ou você acha que só os jovens dos séculos XX e XXI são revoltados? O Rock n’ Roll deles podia ser a polca ou o minuete mas a revolta estava ali).

Pouco tempo depois o nosso revoltado dentista, após conhecer a corte e ter contato com as novas e revolucionárias idéias européias, principalmente francesas, se envolveu (e acabou por modificar) o movimento da Inconfidência Mineira, que visava a independência da metrópole portuguesa.Passou então o nosso “conspirador” a divulgar o movimento em Minas Gerais, até que um coronel X9, cagueta (porque tem que ter um na história pra ficar bacana) visando o saldo de uma dívida com o governo, denunciou o dentista, ou seja, Tiradentes e todos os integrantes do grupo de Inconfidentes foram presos.
Mas ai vem o ato HERÓICO e RETUMBANTE do herói de hoje. Ele resolveu assumir sozinho a conspiração e como exemplo pra turma toda (olha ai o que dá a revolução! ) ele foi enforcado no dia 21 de abril de 1792 em praça pública, onde hoje é a praça Tiradentes no Rio de Janeiro.
ÓBVIO que este exemplo serviu mesmo para que em outros cantos do país surgissem mais revoltas pela independência.
Trinta anos depois, em 1822 o efeito deste movimento aliado a outros surtiu efeito e o dentista virou mártir, chegando a ser pintado nos quadros como Jesus Cristo, pois morreu pela causa do povo. O que até hoje chega a confundir os aluninhos da Tia Cotinha, quando vêem fotos como esta:
E então para facilitar a vida da Tia Cotinha um professor (e assim como todos os professores é um nerd certamente) resolveu fazer um vídeo para seus aluninhos fofos:


Por conta da morte dele hoje ninguém foi trabalhar, tá todo mundo triste, cabisbaixo, sem vontade de ir pra lugar nenhum, nem mesmo no bar mais próximo pra tomar aquela cerveja gelada com os amigos (até parece NE?).

Camila Téo

A história das tiras

Fala, molecada!

Antes do “pega pra capá” que está por vir na semana que vem (o post já tá feito e ficou uma belezura!) falando realmente sobre como fazer tiras, resolvi antes falar um pouco sobre a história das tiras.
Quem sabe mostrando um pouco disso e tendo alguns exemplos, isso não aguce ainda mais essa cabecinha sedenta por conhecimento quadrinístico, hein pequeno padawan?
Portanto, senta que lá vem a história!


Vamos começar definindo o que são tiras, teoricamente falando...

Tiras são basicamente: desenhos onde há a apresentação de personagens em situações diversas, dispostas normalmente em número inferior a quatro quadros e dispostas, em sua maioria, horizontalmente. São vários os gêneros explorados para essa arte, como ação, aventura, mistério, espionagem, cômicos, policial, drama, heróis e super-heróis.
Podem ser publicadas diariamente, semanalmente ou qualquer outra periodicidade, dependendo do veículo da qual ela está sendo publicada, como por exemplo, revistas, jornais ou internet, que neste último caso, são normalmente denominadas (erroneamente a meu ver) de webcomics. Mas isso, aposto que você já sabia.

Dito isso, vamos passar para a parte histórica da coisa, então.
Seria bom iniciar o papo pela sua provável origem, quando a primeira tira de The Yellow Kid (ou O Garoto Amarelo, nome mais conhecido de Mickey Dugan, personagem principal de Hogan´s Alley) que era desenhada por Richard Felton Outcault, foi publicada em preto e branco, no dia 17 de fevereiro de 1895, no jornal New York World.

À partir de 5 de maio, deste mesmo ano, passou a ser apresentada em cores, depois que passou a receber apoio dos personagens secundários. Portanto, além de ser provavelmente a primeira tira em quadrinhos do mundo, foi uma das primeiras a serem impressas à cores. Gradualmente Yellow Kid foi se tornando parte das páginas de domingo e depois passou a aparecer várias vezes na semana.
Yellow Kid era uma criança calva, desdentada, com um largo sorriso no rosto e usava sempre uma camisola amarela. E foi nessa camisola que foram utilizadas, também pela primeira vez, o artifício de usar balões para mostrar as falas dos personagens. Na época a tira do jornal foi descrita como um panorama teatral da cidade, que mostravam as tensões raciais do novo mundo urbano, o ambiente consumista, representado por um grupo danoso de habitantes da Cidade de Nova Iorque, que gostava de lidar com coisas erradas. Ou seja, desde o começo, as tiras são um meio de comunicação para que o artista possa expressar não só a sua opinião, mas também os valores de sua época.

Tiras também são uma maneira de protesto!

E no Brasil isso é mais do que verdade! É por isso que muitos “tirinistas” acabam fazendo também charges políticas, como no caso de Jean, Glauco ou Angeli.
Além de pagar bem, é uma maneira de expor suas opiniões políticas da melhor maneira.
Ou você já ouviu alguém, apesar do sorriso amarelo, discutir que uma charge foi contra o que ele acredita ou o que ele segue na política? É a melhor forma de “cala-a-boca” que eu conheço. Leia aí minha charge e engula o que eu disse!
Mas isso depende da mídia da qual você se utiliza para publicar.
Existem muitos casos de editores censores que torram o saco do pobre coitado artista!
Uma charge ou tira tem o lado "perigoso" e fantástico de influenciar uma opinião!

Por falar em censura, um fator quase certo para que a tira ou charge seja limada é a religião. Dependendo do teor dela a confusão é imensa!
Portanto, entenda: o ser humano ainda não está preparado para discutir certos assuntos. Ou você pega leve ou aguenta as consequências!

Voltando ao lance histórico, as tirinhas de quadrinhos nos Estados Unidos são distribuídas por Syndicates. Eles funcionam nos mesmos moldes das grandes agências de notícias, só que ao invés de distribuir notícias, distribuem quadrinhos.
Aquelas letrinhas que vemos nas verticais das tirinhas americanas, nos jornais brasileiros, são os nomes dos syndicates (ou agências) das quais aquelas tirinhas fazem parte. O King Features é um dos mais tradicionais. Ele detém os direitos de uma penca de personagens “velhos de guerra” como: Recruta Zero, Homem Aranha, Belina, Mandrake, Fantasma, Crock, Zoé e Zezé, Príncipe Valente, Popeye, Hagar, Os sobrinhos do Capitão, entre muitos outros.

Recruta Zero

Sobrinhos do Capitão


Se você manja um pouco de inglês, vale a pena conhecer o site. Lá é que são disponibilizados para vendas em jornais, os vários quadrinhos, com uma breve sinopse e ao menos sete tirinhas de cada autor. Você ainda pode ver as biografias de seus cartunistas preferidos!

Ainda no tópico História das Tiras e Syndicates, temos algumas curiosidades sobre o tema.
É sabido que o homem começou a desenhar nas paredes das cavernas para contar o seu cotidiano. Se você reparar bem, essa “história desenhada” pode ser encarada como quadrinhos ou até tiras, dependendo do seu ponto de vista;
Quando os egípcios usaram a mesma idéia para passar seus costumes e ideologias nas paredes do Egito ou então, na era Cristã, quando a via-crúcis que foi contada através de uma seqüência de imagens, tivemos aí o nascimento dos quadrinhos, até que William R. Hearst, dono do Morning Jornal e Joseph Pullitzer, do New York World descobriram que a arte seqüencial aumentava a venda dos jornais.
À partir daí, todos os donos de jornais adoraram a idéia e começaram a querer os melhores artistas para seus jornais.
Muito antes da grande demanda pelas tiras diárias, os syndicates já faziam um trabalho de distribuição de noticias principalmente para jornais de pequeno porte que não tinham a estrutura necessária para manter seus próprios repórteres, desenhistas, etc. Essas agências passaram então a contratar desenhistas famosos e distribuir as cópias de suas tiras a vários jornais. Como o custo era baixo, uma vez que contratando o desenhista o syndicate tinha a propriedade de seu trabalho e autorização para fazer quantas cópias quisesse e vendê-las à quantos jornais fosse possível, não tardou até que eles dominassem o mercado editorial norte-americano e também o internacional.


Os artistas que não fossem filiados a algum syndicate dificilmente conseguiam trabalho, uma situação que acontecia não só nos Estados Unidos, mas também em países da Europa e também no Brasil. Houve exceções, mas de um modo geral os syndicates eram quem dominava o mercado das tirinhas diárias. Mais uma vez, pobres artistas!
Nos anos seguintes novos formatos de histórias foram criados. Dos heróis espaciais como Buck Rogers e Flash Gordon aos super heróis como Superman e Batman, a popularidade dos quadrinhos ultrapassava as fronteiras norte-americanas pelas mãos dos syndicates e chegava a Japão, Europa e também ao Brasil.


Tiras com super-heróis eram muito comuns no final da década de 30 até os anos 50!


Vemos aí, que as tiras nasceram dos quadrinhos e vice-versa. Não tem como falar de tiras sem falar de quadrinhos.
Bom, só por esses links que disponibilizei, já dá pra passar a semana lendo muita coisa interessante sobre o assunto e tiras fantásticas!
Então estejam aqui para o próximo post da coluna Tira de Letra! Falaremos de muita coisa interessante, já entrando no assunto “Como fazer Tiras”!

See ya!

Uaréview - Chibata!


Tomei conhecimento do que era a tal “revolta da chibata” no período da escola, como todo mundo. No entanto, os professores nunca nos dão realmente o que queremos saber de qualquer parte da história, querem dar apenas os fatos e datas. E fatos e datas são muito chatos. Não falam dos personagens, quem eles eram porque eram assim, o que os motivava. Esse é o principal problema; fatos e datas são, em geral, frios. Talvez seja por isso que para muitos alunos história é uma matéria deveras maçante. Por essa razão gostaria que todos os professores de história tivessem acesso a Chibata!, que mata dois coelhos com uma cajadada só ao mostrar eventos históricos de forma mais detalhada e tornando a história do Brasil muito mais interessante e atraente.


Na noite de 22 de novembro de 1910, duas décadas depois da abolição da escravatura marinheiros negros, cansados dos maus tratos e de ainda serem humilhados e torturados como se não fossem gente, decidem se rebelar. Liderados por João Cândido, os marinheiros do Encouraçado Minas Gerais iniciam uma revolta que reverberaria em outros navios e forçaria o governo a aceitar as reivindicações dos marinheiros, trazendo um novo momento que seria uma conquista não só para os negros, mas para todo o povo brasileiro.

Mas isso é só parte da história. E o que se seguiu depois é algo que se pareceu muito pouco ou nada com uma vitória. Uma história que o povo esqueceu e que a marinha brasileira fez questão de esconder, apagar registros e colocar para debaixo do tapete. Mas que em anos mais recentes foi finalmente trazida de volta à luz, e em 2007 foi colocado na forma de quadrinhos e publicado pela editora Conrad.

Produzida pelos cearenses Olinto Gadelha (roteiro) e Hemeterio (arte), Chibata! João Cândido e a revolta que abalou o Brasil retrata, de forma inteligente e bastante dinâmica um período marcante da história do país e que muitos tentaram apagar da memória do povo. A história de João Cândido, a revolta e os acontecimentos que se sucederam a ela são explorados de forma magistral nesta hq, cuja narrativa não se prende à linearidade, indo e voltando no tempo, sem ficar confusa e nos dando uma visão impactante deste período singular.

Quando eu falo sobre o potencial dos quadrinhos nacionais, é exatamente de produções como Chibata! a que me refiro. Diferente de muitas HQs que se baseiam em momentos históricos, esta não foi feita sob encomenda pelo governo para ser distribuído nas escolas, o que é ótimo, pois assim a história pôde ser mostrada nua e crua, sem escolher os detalhes e sem decisões “de cima” do que seria ou não publicado.

Os elogios também vão para Conrad, que foi quem sugeriu o tema para a dupla criativa. Engraçado como muitos autores criticam as editoras por não publicarem muito material nacional, mas é importante citar aqui que Chibata! foi sugerida pela editora para os autores, pois ela queria publicar outros trabalhos deles (já haviam publicado outro em outra ocasião, com bom retorno de vendas – que não me lembro agora, desculpem). Ponto para a Conrad por incentivar o bom quadrinho nacional.

O álbum é todo em preto e branco, mas neste caso não tinha como ser diferente. A própria história exigia o uso do claro-escuro para demonstrar certas sutilezas que provavelmente se perderiam num álbum em cores. Fazer as páginas negras com bordas brancas, por exemplo foi um toque simples, mas genial.

Além disso, a arte de Hemeterio é simplesmente matadora, dando o clima necessário para a história e proporcionando nuances e entrelinhas que – para quem prestar atenção – engrandecem a obra, fazendo dela um marco na história das Hqs brasileiras.


Chibata! João Cândido e a revolta que abalou o Brasil pode ser encontrado nas livrarias pelo preço de R$ 39,90 (E acreditem, vale cada centavo). Se preferir, você pode ir à loja online da Conrad para adquirir a obra. E não, isto não é um post patrocinado (antes fosse), apenas sincero.


Nota: 9,8

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Horror em Amityville – Da realidade para a ficção

"Eu não quero outra de suas explicações racionais, John.
Eu sei o que eu passei e não estou louca."
Amityville 3D




Tema macabro


Dá pra saber (ou pelo menos deduzir) se uma história dita sobrenatural é real ou não baseada na quantidade de adaptações. Quando uma história é explorada poucas vezes, principalmente pelo desinteresse dos envolvidos em que aquilo vire filme, livro, etc, dá para dar um pouco mais de credibilidade. É o caso de Fogo no Céu, incidente em cujos envolvidos não se importam em contar suas histórias, mas evitam se envolver em produções artísticas baseadas no ocorrido, tanto que não há mais do que um filme e alguns documentários sobre o assunto. Agora quando uma história é explorada de forma exaustiva, e inclusive com incentivo dos envolvidos, que ganham muito dinheiro com as adaptações, então alguma coisa aí está errada. Esse pode ser o caso do incidente em Amityville, que apesar de muita gente não saber, gerou muitas adaptações, na literatura e no cinema.

Após o livro Horror em Amityville, a casa e sua influência sobrenatural ainda foi explorada por John G. Jones, que escreveu The Amityville Horror Part II, Amityville - The Final Chapter , Amityville - The Evil Escapes e Amityville - The Horror Returns. Robin Karl ainda escreveu Amityville – The Nightmare Continues e Hans Holzer escreveu Murder in Amityville, The Amityville Curse e The Secret of Amityville.

Claro que, já que a literatura estava bebendo desta fonte, e com sucesso, cinema não ficaria de fora por muito tempo. Assim, surgiu a longa cinessérie relacionada a Amityville.


O primeiro filme, The Amityville Horror, de 1979 é baseado no incidente original e no livro de Jay Anson, onde a família Lutz passa 28 apavorantes dias na casa envolvidos com incidentes extraordinários.



Amityville Horror II – The Possesion foi lançado em 1982 e é na verdade é uma espécie de prequel do original, mostrando uma família que morou antes dos Lutz em Amityville, e é muito elogiado pelos entusiastas do gênero.



Amityville 3D de 1983 dá início a uma série de filmes que não tem relação nenhuma com o incidente original, sendo apenas “caça-níqueis”. Esse mais ainda, já que se aproveitou da moda de filmes 3D dos anos 80 (achou que essa moda era nova, hein?)



Em Amityville 4: The Evil Escapes, de 1989, uma mulher recebe misteriosamente um abajur. O objeto vem da mansão amaldiçoada e acaba provocando estranhos incidentes envolvendo todos da casa. O filme foi feito originalmente para a televisão e não passou nos cinemas.



A partir de The Amityville Curse, de 1990 as sequências passaram a ser produzidas direto para vídeo. Aqui, um grupo de estudantes universitários passa a noite em uma mansão mal-assombrada e são aterrorizados por incidentes sobrenaturais.



Em Amityville 1992: It's About Time, de 1992, um homem leva para casa um relógio que encontrou nas ruínas da famigerada casa em Amityville. A partir daí, uma série de eventos ocorrem, todos relacionados a esse amaldiçoado relógio. Digam o que quiserem, pra mim esse é o mais criativo de todas as sequências.



Em 1993 foi lançado Amityville: A New Generation, e mais uma vez temos um objeto amaldiçoado que veio da casa em Amityville, desta vez um espelho.



Amityville Dollhouse foi a última sequência (até agora) e a de menor sucesso comercial. Na história, uma menina ganha de presente uma réplica da casa em Amityville e então coisas estranhas começam a acontecer.




É claro que uma cinessérie com tantas sequências e tão famosa tinha que passar também pela onda dos remakes, o que aconteceu em 2005, num filme estrelado por Melissa George e Ryan Reynolds.



Ainda existem dúvidas sobre se realmente existiram eventos sobrenaturais envolvendo a família Lutz, mas uma coisa não dá para negar: Taí uma história que deu muito pano para manga, tenha sido ela real ou não.


Na próxima madrugada:
Ele é o maior canastrão dos quadrinhos de terror e o único que tem moral para mostrar o dedo do meio para Satanás em pessoa. Na próxima semana, conheça um pouco mais de Hellblazer.

O DIA DO INDIO. VOCÊ SE LEMBRA?

De Fora da Panela!! Manda ai o seu, pô =D

Fala Galera beleza? Duende na área mas dessa vez vocês estão livres de mim... É que chegou uma matéria aqui no Q.G do Uarévaa, a conterranêna do Marcelo Starman mandou uma matéria bacanuda sobre o dia dos caras pintadas... Vamos conferir cara-pálida? É com você senhorita
Camila Téo (me pergunto... será ela parente do Guilherme? Guilherme Téo? huum... rs)



O DIA DO INDIO. VOCÊ SE LEMBRA?

De acordo com os livros de história da Tia Cotinha, antes de nós chegarmos a este lindo e caloroso país ele era povoado por índios.

Lembra que quando éramos crianças nossos rostos eram pintados na escola e fazíamos o nosso próprio cocar e os colares para usar durante a aula todinha? E em alguns casos ainda tínhamos o maior orgulho de voltar pra casa usando e imitando índios na rua? (cada mico divertido... rs). E quando chegavam as tradicionais festas folclóricas que tínhamos que dançar esta música ...



Mais ou menos 1500 etnias indígenas distintas falando uma diversidade de dialetos, dentre eles o Tupi-Guarani, o mais conhecido por ter a maior tribo que habitava na costa litorânea brasileira.

Mas ai, continuando o texto do livro da Tia, chegou o colonizador e “descobriu” o Brasil (juro que na época eu imaginava o Brasil coberto com um pano, acho que é porque assistia O FANTÁSTICO MUNDO DE BOBBY antes de ir à aula) e o que os índios descobriram?

Descobriram mesmo era que o seu fim estava ali decretado, pois os colonizadores impuseram sua língua e cultura não só no Brasil, mas em todos os países da hoje chamada América Latina.

Batizaram todos os índios com nomes cristãos (por isso também temos a proliferação de sobrenomes que remetem a árvores e elementos da natureza) assim como os judeus que mais tarde para cá vieram. Jogaram fora também o Tupi Guarani e instituíram apenas o português como língua oficial. (Eu bem queria falar Tupi e Português, já que até hoje no México e no Perú ainda existem comunidades falando o Quéchua).

Restou então á geração dos nacionalistas exaltar a fauna e a flora e principalmente o povo existente aqui antes da devastação, ou melhor, colonização da nossa terra.

Uma das homenagens que chegou a ser adaptada pro cinema foi o livro CARAMURU – Poema Épico do Descobrimento da Bahia escrito por Santa Rita Durão em 1781, que o diretor Guel Arraes adaptou no ano 2000 com o título CARAMURU – A Invenção do Brasil e causou o delírio dos olhos masculinos com as atrizes globais Camila Pitanga e Débora Secco em cena (e o Selton Mello ...).

(Atendendo a 000001 pedidos)

http://www.youtube.com/watch?v=ILhs9Pao9dc (o youtube não disponibiliza pra jogar aqui.. mas clica aê vale a pena nhaaammm ^^)

(Chega, pedido atendido , voltamos ao texto...)

Somente em 1940, depois que as doenças já tinham matado quase todos os índios brasileiros, e muitas outras tribos latino americanas é que finalmente foi feito o Congresso Indigenista Interamericano, onde todos os países de origem indígena foram convidados a participar e discutir (de acordo com o que sobrou) a cultura e os direitos indígenas. E desde então ficou instituído que o dia 19 de abril seria o dia do índio.

Mas foi apenas a partir de 1943 que o nosso então presidente Getulio Vargas resolveu aprovar a lei através do decreto-lei 5540.

O que nos resta então é lembrar que hoje é dia de todos nós, especialmente dos indios mas também dos descendentes diretos deles.

Esqueça por hoje que você tem ascendencia italiana, alemã (e todas as outras cujos lindos descendentes enchem a boca para falar). Pois, se o seu pai ou a sua mãe nasceram no Brasil, lamento informar, mas o seu sangue também é indigena, e brinque de ÍNDIO .



E pensa bem, a vida deles era bem mais legal, faziam guerras, caçavam, tinha festa no minimo uma vez a cada semana... Era divertido vai e todo dia MESMO era dia de índio...



E é isso galera, esse foi o primeiro texto da Camila Téo (ainda acho que é prima do Guilherme) que nos prometeu escrever sempre que conseguisse um tempo pra perder fazendo isso na vida dela, então... FAÇA O MESMO, cacildis!! AHuAHUAAHuAhaUahaUaHua

Se você tem algo pra nos mandar, a gente publica:
contato@uarevaa.com

E não deixem de conferir o blog da Camila: O mundo se renova A CADA DIA!

Abraços,
Duende Amarelo!

domingo, 18 de abril de 2010

A banda dos irmãos da igreja manja?

Aeeeeeeeewww Segundona começando depois das fortes emoções de sexta com o Podcast hein? Demorou mais saiu e ficou bacana bagarai vai? Hoje, eu vou falar de uma banda de irmãos...hãã não o Oasis não pô!! Vou falar da banda dos irmãos Followill...num conhece? Clica ai.
Kings of Leon é formado por Caleb Followill (guitarra e vocal), Jared Followill (baixo), Nathan Followill (bateria) e pelo primo deles Matthew Followill (guitarra). Agora imagina a felicidade dessa família com isso tudo de filho aprendendo a tocar os instrumentos? Bom, pelo menos num tentaram fazer um time de futebol....rs. A molecada teve uma infância na base do comando militar manja? Nada de televisão, ouvir músicas do demo e peitinhos nas playboys...tsc tsc tsc. Leon Followill o pai da creche, fazia parte da associação religiosa e levava os pentelhinho pra cima e pra baixo nas igrejas, já que eles tocavam na banda
lançou em 2002 um EP com o nome de” Holy Roller Novocaine” nisso acabaram chamando a atenção da crítica Inglesa na época. Em 2003 foi o ano de mostrar as caras em definitivo dos Kings, lançaram “Youth and Young Manhood” o bagulho estourou na Inglaterra e em alguns pontos do mundo, entrando numa lista entre os 10 melhores discos de estréia dos últimos 10 anos. Desse álbum eu destaco duas, “California Waiting”

Confesso que eu to ouvindo esse som direto! Muito bacana... e a outra música é a “Molly's Chambers” que tocou pra caceta nas rádios tupiniquins.

Sonzinho chicrete da poUrra né? aHuaHuahAUaHUAHuA..
Bom..em 2004 chega as lojas o segundo trabalho dos irmãos, “Aha Shake Heartbreak” ( que lançado em novembro de 2004 no Reino Unido, em fevereiro de 2005 nos Estados Unidos e em abril no restante do mundo, frescuraiada do caralho isso ¬¬’) Mas deu certo, o CD vendeu cerca de 500 mil cópias na Inglaterra e faturou um disco de platina no Reino Unido! Desse álbum eu destaco a esquisita “King Of The Rodeo”

Nesse meuio tempo de 2004 pra 2005 a banda ganhou reconhecimento e “peso” dentro do cenário musical, tanto que um tal de Bono Vox chamou os caras para abrirem 20 shows do U2 nos USA. Depois abriram para os Strokes no Tim Festival que rolou em São Paulo, Rio e Curitiba em 2005. No ano de 2006 saíram em turnê com Pearl Jam e ninguém menos ninguém mais do que Bob Dylan (Ainda quero falar sobre a banda do filho do homem, que me agrada muito também...me lembrem ok?) abrindo os shows de ambos os doises!(sim, fui redundante e daí? Pode processar..rs).
Abril de 2007 chega o aguardado “Because of The Times” que seria uma alusão a conferencia de pastores e bispos protestantes, fazendo ai uma referencia aos tempos de moleque que iam para a igreja e tal, já contei isso...enfim. Destaco a “My Third House” mas não vou linkar pq se não o seu computador ai vai começar a chiar de tantos vídeos que eu sei... (né Freud?). No mesmo ano ainda fizeram a cachorrada de lançar um single chamado “Fans” onde saiu a inédita “Woo Hoo”, mas até hoje num tem previsão disso aqui no Brasil...só tem fãns lá na Inglaterra e Reino Unido né? Aaaahhh ta... não que eu fosse comprar mas, tem gente que iria pô! Dêem uma ouvida na música chamada “Charmer” os gritinhos do Caleb Followill hããã bom tire as suas conclusões ai vai...

Bem..er…eles fizeram uma porrada de coisas experimentais ai nesse trabalho, alguns gostam outro não, mas a minha opinião? Eu não sei.. (Cleber Machado on Detected!) A crítica se derreteu em elogios com esse CD, falaram que o som está mais “maduro” e num sei o que, agora falando sério e opinando sobre o assunto, eu não gostei! Prontofalei!!
2008 saiu o Only by the Night, o quarto album dos Kings que foi lançado dia 19 de Setembro na Irlanda, Alemanha e Austrália, e em 22 e 23 de setembro no Reino Unido e Estados Unidos respectivamente, e agora, com lançamento mundial - incluindo Brasil. Safadeza é pouco pra essas táticas de vendas não? Esse eu recomendo, não é experimental é o Kings of Leon de volta com o estilo simples de melodias que fez com que a banda chegasse onde chegou, o resultado foi o melhor álbum em vendas, batendo records, foram indicados á três Grammys e na 52º edição o Kings foi indicado a 4 prêmios: ganhou melhor performance de rock (Use Somebody) e melhor canção de rock (Use Somebody), mas perdeu em canção do ano, maaas ainda ganhou como gravação do ano. (O que tem de categoria idiota no Grammy é uma coisa). Vou ficando por aqui mas deixo o som recomendado e citado ai em cima..

Ah! Só uma curiosidadezinha sobre de onde veio o nome da banda… "Leon" é o nome do pai e do avô paterno dos três irmãos e do primo, "Kings of Leon" é uma homenagem ao avô dos Followill. Caleb quando jovem apelidou o primo de Pistol Of Fire por causa da obsessão dele por armas.

Hum...a minha banda devia se chamar Gordura de...hãã deixa pra lá né?

Let´s Rock
Duende Amarelo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Plantão do Monitor: Blaze Bayley RJ 2010- eu sobrevivi!


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Sangue e Crença.Foi isso que os fãs de Blaze Bayley sempre deram para poder assistir ao vivo o seu artista favorito,mas todo ano ninguem fica tão tenso quanto os fãs cariocas.Sempre com muito choro e vela em cima dos organizadores,os moradores do Rio conseguem que o cara e sua banda chegem até aqui,e lhes digo:os motherfuckers não conseguem fazer um show ruim.Nem mediano,nem abaixo do esperado,ou coisas do tipo.Os caras põem a casa ao chão,seja com muita ou pouca gente.Continuando...


Cheguei lá no Hard Rock Café,no Citta America (tambem conhecido por Shopping Fantasma ou Torneirão,porque a lavagem de dinheiro lá deve ser tensa).Deserto como sempre,eu e meus amigos fomos direto pro local do show e pra ver como estava.Vazio,já que Blaze e banda ainda estavam no Peru,e a falta de organização não avisou que o show só ia começar a meia noite,mas depois falo melhor sobre isso.

Encontrei varios amigos do show do Circo Voador,e grandes fãs de Blaze e de metal em geral,entre eles Padro,Lucas (que vai voar no avião do Maiden),Dellon,Rafa,Victor,alem daqueles que já estavam me acompanhando Putinha(que é um homem,mas não é hora de revelar o porque do apelido...RS),sua namorada,e o mano Cristiano,do Rais Fonogrei.Lá pras 11 horas,depois de um lanche reforçado,todos estavam lá dentro esperando o show começar,já que a banda estava pousando em terras cariocas ainda.

A partir de meia noite,mais ou menos,a banda chega ao local ,começa a demorada checagem de som.Ao mesmo tempo,começa a venda de cds e camisetas (coisa que muitos sentiram falta ano passado no Circo Voador),do qual os fãs ficaram bastante satisfeitos.Com "Promise and Terror" em mãos,e camiseta do show devidamente vestida,só bastou esperar o espetaculo começar.E valeu cada segundo,confira o setlist:

Intro
Madness And Sorrow
Voices From The Past
City Of Bones
Blackmailer
Faceless
Smile Back At Death
Blood & Belief
The Launch
Lord Of The Flies (Iron Maiden)
Futureal (Iron Maiden)
Letting Go Of The World
Waiting For My Life To Begin
The Brave
Leap of Faith
The Clansman (Iron Maiden)
Man On The Edge (Iron Maiden)
The Man Who Would Not Die
Robot
Kill And Destroy

Vocalista devidamente vestido com a camiseta do Brasil do qual a Raissa (do Blaze Bayley Brasil) deu de presente,eles começam com Madness ans Sorrow começa destruindo tudo,seguindo de uma das melhores musicas do TMWWD,Voices of the past,partindo para City of Bones com seu contexto historico,logo depois vem Blackmailer deixando todos pirados!

Faceless,o melhor fora que um cantor odiado injustamente poderia fazer,faz todos cantarem em coro.Smiley back at death,e sua historia de justiça e vingança,foi a proxima.Blood e Believe prova que realmente precisa de mais musicas desse album nesse setlist,seguida pela classica e eletrizante The Launch,até que começou o momento Maiden,com a musica que tornou esse escriba um headbenze,Lord of Flies,seguida de Futureal.Euforia da parte de todos.

Partindo por lado mais leve e emocional,Leting go of the world e Waiting for My Life Begin,mas nunca perdendo o peso.The Brave e The Clansman (muito bem interpretada) e Leap of Faith chegam representando os clássicos.As 4 ultimas musicas foi uma sequencia de porradas na orelha,só com as mais pesadas (e populares) da sua carreira,tanto do Maiden quanto da sua fase solo.

No fim do show,estava com uma perna doendo,um joelho roxo,braços e pescoço completamente travados,rouco pra cacete e extremamente feliz.Infelizmente tinha menso pessoas que o ano passado,mas a satisfação de ver seu ídolo,depois de tanto mals acontecimentos em sua vida,sorrir,se divertir,ir pra galera e cantar melhor como nunca.A emoção de ver todos gritando o seu nome,e sentir a mesma vibração e ótima recepção que ano passado fez ele dizer algo que levantou o ego de geral "O Rio de Janeiro é o lugar onde as bandas merecem ser ouvidas" \,,/

Depois da banda acabar o show,todos tiraram fotos,pegaram autografos e tudo ficou bem numa noite coroada com um belo e enxuto show de metal.O problema ainda está na porca divulgação,já que no Rio pelo menso foi tudo na base do boca-a-boca via Orkut.Um exemplo que acho que todos deveriam fazer ano que vem é seguir o exemplo de Fortaleza,com calma e planejamento.Mas a produtora fazer sua parte também seria uma grande ajuda.O local também foi complicado,Barra da Tijuca numa terça feira é tenso...

Quem nunca foi a um show do cara,ou ainda tem preconceitos em relação a passagem do Maiden,digo duas coisas:VÁ A MERDA e procure escutar seu trabalho solo,ir a um show na proxíma vez que ele voltar (reza a lenda que será em setembro,em cidades menores...)Na semana que vem,Josh Whedon e os Vongadires,até a proxima e keep banging!





quinta-feira, 15 de abril de 2010

Podcast Uarévaa #1







SIM, AMIGOS!!!!!!! A MAIOR LENDA DESTE BLOG ESTÁ PRESTES A SE CONCRETIZAR HOJE!!!!!!! E COM DIREITO A CAIXA ALTA E TUDO MAIS!!!!!!


Vamos dar as mãozinhas \o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/
Segurem-se nas cadeiras, fechem as portas e as janelas, aumentem o som no último e curta o primeiro PODCAST UARÉVAA!!!!!!!!


No nosso primeiro podcast você irá relembrar a trajetória do nosso humilde blog nesses últimos dois anos sobre o comando do velhinho batuta Freud, com participação de Duende Amarelo, o quase onipresente Ser Supremo Al Lock, Dhiogo, Zenon, Marcelo Soares e Rafael Rodrigues.

Descubra quantas vezes o Freud diz " aí ", saiba qual dos membros mora na 2ª cidade mais gay do país e mais.




(Clique na imagem com o botão direito do mouse
e depois em "Salvar link como..")


Comentado no Podcast:
Gordinho no show do Metallica.
Al Lock Explica.
Matéria do Al Lock em outra língua.
Twitter do chefe do Algures : @thibas
O maior pinto de Campinas. A literal Pomba gira.

É isso, pessoal! Espero que vocês tenham gostado de ouvir tanto quanto gostamos de gravar. Desculpem os erros de português, mas com o tempo vamos melhorando.
Agradecemos a preferência e volte sempre!

Equipe Uarévaa.

Porque tão sério?

No post anterior:
O maior representante da América teve seus altos e baixos nas últimas eras, indo de aventuras lamentáveis a transformações radicais mais recentes. Atualmente, Steve Rogers é apenas Steve Rogers. O papel de capitão América está com seu antigo parceiro, Bucky Barnes.


“Enquanto isso, na banda desenhada...” é uma seção que traça um paralelo entre o universo real e o mundo dos quadrinhos, analisando como as duas realidades afetam uma à outra, trazendo informação e estimulando a reflexão acerca dessa 8ª arte.



Histórias em quadrinhos são um meio complicado, em todos os sentidos. Complicado para os leitores, pois os quadrinhos trazem linhas cronológicas em certos personagens que chega perto de um século e muitas vezes para se entender uma história é necessário conhecer muito dessa cronologia; para o mercado, pois os quadrinhos, apesar de populares dentro de seus próprio nicho, ainda não são “grandes” o suficiente para competir com outros mercados como o cinema e a literatura (embora o quadro, pelo menos nos EUA, pareça estar gradualmente mudando); e é principalmente complicado para os autores, que precisam pagar suas contas com histórias fáceis e acessíveis, mas que muitas vezes gostariam de ousar mais e se vêem limitados pelo mercado que tanto adoram.

Seja qual for o lado, o fato é que os quadrinhos lutam para serem levados a sério. Afinal, por muito tempo os comics foram marginalizados, relegados a condição de entretenimento barato e infantil. E por um tempo foram isso mesmo. Claro que muitas coisas mudaram com as décadas, e hoje, podemos dizer – como diria Sidney Gusman, do Universo Hq – que quadrinhos é também para criança. Mas também é para o adulto, para mulher, para o homem, para o idoso, para o homossexual, para o judeu, para o evangélico, para duendes amarelos... Em outras palavras, quadrinhos são para todos.

É triste, no entanto, perceber que, na ânsia e porque não dizer, no desespero de tentar validar os quadrinhos como expressão artística relevante, as pessoas se esquecem que nem sempre os quadrinhos precisam se levar a sério. Os anos 90 representou um período em que os comics americanos tentavam se levar tanto a sério que se tornaram caricatos. Homens com trabucos, mulheres gostosas de pouca roupa e coluna torta, dentes serrados e personagens perturbados era o máximo que os limitados autores e editores da época conseguiam pensar quando imaginavam algo mais maduro e extremo. Esses e outros “movimentos” – pois creio que é possível caracterizar o chamado “grim ‘n gritty” como tal – tentaram se levar a sério demais e acabaram ficando ridículos. E isso acabou nos lembrando que, no fim das contas, histórias em quadrinhos são apenas isso: histórias em quadrinhos. E às vezes nós também queremos rir com histórias em quadrinhos. Às vezes é bom que os quadrinhos não se levem à sério. E o personagem que irei apresentar é uma prova disso.

Em agosto de 1941, uma revista chamada Police Comics trouxe diversos super-heróis (Como O Bomba Humana e Lady Fantasma) e, entre eles, um estranho personagem chamado de Plastic Man. Conhecido aqui no Brasil como Homem Borracha, o personagem era originalmente Patrick "Eel" O'Brian, que ficou órfão aos 10 anos e passou a viver nas ruas, o que acabou o levando ao crime. Mais tarde, durante uma tentativa de invadir uma indústria de químicos, ele e seus comparsas foram surpreendidos por um vigia, que conseguiu atirar em O’Brian, que por sua vez recebeu uma quantidade de um estranho ácido. Seus comparsas o deixaram para trás, confuso e eventualmente inconsciente.

O’Brian acordou em um monastério (!), onde descobriu que havia sido encontrado por um monge, que viu nele uma grande capacidade para o bem e resolveu ajudá-lo. O’Brian, tocado pela bondade do Monge (que despistou a polícia e tudo), aliado à frustração de ter percebido como seus comparsas deixaram ele para trás sem o menor remorso, decidiu então mudar de vida.

Durante seu período de recuperação no monastério, descobriu que possuía a capacidade de moldar seu corpo da forma que quisesse, e decidiu usar isso para combater o crime do qual um dia ele havia feito parte. Decidiu usar um uniforme maleável de borracha e se tornou o Homem Borracha. Sua identidade de Eel O’Brian foi mantida, pois assim ele podia usar suas conexões com o submundo para combater o crime mais facilmente.

Apesar da história com tons sérios – e totalmente bizarra, até para a época – as histórias do Homem Borracha sempre tiveram a tendência para a comédia. Não demorou muito para ele conseguir um hilário sidekick, Woozy Winks, que não usava uniforme nem nada, era apenas um cara comum... Que tinha sido magicamente abençoado com uma sorte do caramba, onde não podia ser ferido. Em termos de cronologia, ainda na Era de Ouro, o personagem passou a fazer parte da polícia de sua cidade, e terminou sua carreira como agente do FBI, abandonando a identidade secreta.

Na Era de Prata, assim como a grande maioria dos personagens da Era de Ouro, Homem Borracha foi reformulado. Mas agora quem assumia o manto era Arnold Drake, seu filho, que quando criança tomou uma pequena dose do mesmo composto que dera poderes ao seu pai. Mas durante a bagunça que foi a descoberta do multiverso DC, diversas versões do original da Era de Ouro também foram apresentadas durante esse período.

Depois da Crise Nas Infinitas Terras, que reformulou todo o universo DC, a origem do Homem Borracha mudou, em alguns aspectos drasticamente. Deixado para trás por seus comparsas criminosos após ter sido atingido por uma substância desconhecida, O’Brain vaga as ruas assustando as pessoas com sua nova condição, e percebendo que havia se tornado um monstro, decide se matar. Ele é impedido por Woozy Winks, um paciente de um hospício que foi chutado de lá porque a instituição estava indo à Falência. Woozy convence O’Brian a desistir da idéia de se matar, então os dois ficam juntos por um tempo, cada um com um objetivo diferente: Homem Borracha quer ganhar dinheiro, mas fica na dúvida se ganha mais dinheiro combatendo o crime ou sendo criminoso, e Woozy quer apenas seu quarto (do hospício) de volta.

Recentemente, descobrimos que O’Brian teve um filho, que se tornou um herói chamado Offspring (e que por um tempo atuou com os Titãs). Pouco antes dessa época, Homem Borracha teve uma nova revista, onde foi reinterpretado pelo gênio underground Kyle Baker. Baker retomou muitos conceitos da Era de Ouro e que estavam lentamente sendo reincorporados ao personagem, como o fato dele ser agente do FBI e com histórias cômicas e altamente surreais construiu uma das melhores e mais malucas histórias de super-herói de todos os tempos. A revista durou 20 números, mas infelizmente as histórias não chegaram a serem publicadas por aqui (pelo menos não até onde eu saiba).

Atualmente, Homem Borracha continua fazendo parte do Universo DC, sendo sempre o “humorista” de qualquer grupo heroico, geralmente a Liga da Justiça.


Epílogo: Curiosidades
- Originalmente Homem Borracha foi publicado pela Quality Comics, casa de personagens como Boneco, Lady Fantasma, Bomba Humana, Combatentes da Liberdade, entre outros, e que posteriormente foi adquirida pela DC;
- O nome do personagem (Plastic Man, Homem de Plástico) era pra ser realmente “India Rubber Man” (Algo como O homem borracha da índia), mas o editor preferiu colocar “Plastic”, pois plástico era o produto “inovador e moderno” da época;
- Homem Borracha teve uma série de desenhos animados em 1979:



- Mais recentemente, foi produzido um piloto de uma nova série animada do personagem, que não foi aprovada e nunca chegou ir ao ar. Mas graças à internet, podemos ver o episódio na íntegra:




A seguir: ?