E ai pessoal!! Freud Explica na área, aproveitando a pergunta do Renver pra poder falar de um filme e um autor (Philip K Dick, o autor do livro) que estão entre meus favoritos.
Clica ai no leia mais, seu replicante, e vamo nessa. A diferença entre livro e filme já começa pelo nome: Blade Runner é um nome que não aparece em momento nenhum no livro (exceto pela capa de edições americanas que usaram o poster e o nome do filme para promover o livro).
O nome do livro original, no qual o filme é baseado, é “Do Androids Dream of Electric Sheep?”, que pode ser traduzido literalmente como “Será que andróides sonham com ovelhas elétricas?”.
Capa da edição original, de 1968
MÁ QUE PORRA DE NOME É ESSE?
Calma, padawan, que eu explico. Um dos temas do livro que foi muito diminuido no filme (pra não dizer excluído) é a valorização de animais de estimação de verdade, uma vez que no futuro MUITOS animais estão extintos e outros em vias de extinção.
Existem “animais andróides” disponíveis à venda, tão iguais aos originais que é difícil distinguir, porém ter animais de verdade é motivo de orgulho na sociedade, sonho de consumo e, porque não, um medidor de status. O nome do livro faz referência a esse tema. No Brasil adotou-se o título “O caçador de andróides” para o livro (que também foi usado como subtítulo do filme aqui).
A premissa básica do livro e do filme é a mesma: num futuro pós-apocalíptico, Rick Deckard, um caçador de recompensas é designado para encontrar e eliminar um grupo de andróides que escapou de uma colônia fora da Terra e fugiu para cá.
Mas, embora algumas cenas do filme tenham sido extraídas diretamente do livro (dá para notar alguns diálogos iguais aos do livro), as obras tem grandes diferenças entre si:
- Pra começar, a própria motivação de Deckard: no filme o “Blade Runner” já abandonou esse tipo de trabalho e reluta antes de pegar o serviço. No livro, Deckard não hesita em aceitar a empreitada, já de olho na recompensa que pode ser usada para substituir sua ovelha elétrica (aquela, do título) por um animal de verdade.
- No livro Deckard tem um casamento problemático e sua esposa, Iran, é depressiva e insatisfeita com o trabalho do marido (mas isso não impede ele de, assim como no filme, dar uns pegas na andróide Rachel... SAFAAAADO!!!).
- Muitos avanços tecnológicos mostrados no filme aparecem no livro, como os carros voadores e o teste de empatia Voigt-Kampff, mas o computador Esper, que analisa fotos, tem apenas no filme. No livro há um “indutor de estado de espírito” chamado Penfield e a “Caixa de empatia”, um aparelho que permite uma espécie de comunhão numa religião chamada Mercerismo (outro tema importante do livro excluído no filme).
- O livro tem alguns personagens e subtramas interessantes não-utilizadas no filme, entre as quais destaco a que envolve uma força policial, totalmente desconhecida por Deckard, que age em paralelo a que ele considerava oficial, e o captura.
- No livro, os andróides são muito menos ameaçadores do que no filme, onde lutam com todas as forças pela vida e realizam feitos atléticos e acrobáticos superiores aos dos humanos.
- A famosa discussão sobre Deckard ser ou não um replicante acontece também no livro, porém com um desenvolvimento bem diferente. Deckard inclusive chega a se submeter ao teste Voigt-Kampff para ter certeza se é humano ou andróide.
Dizer mais entregaria informações que atrapalhariam a leitura do livro. Na minha opinião o filme e o livro se completam, embora o filme tenha tomado tantas liberdades na adaptação que pode-se considerar uma obra a parte do livro, apenas levemente baseada.
O filme tem vários grandes momentos não presentes no livro (incluindo a bela fala final do replicante Roy Batty, que foi criada na verdade pelo ator Rutger Hauer) e um visual e trilha sonora envolventes e inesquecíveis.
Por outro lado, o nível de detalhamento no livro, os diversos temas a mais, o mundo singular criado por Philip K Dick e os questionamentos sobre o que é real (sempre presentes em suas obras) fazem do livro uma obra que merece muito ser conhecida.
Ao lado, a capa da edição que eu tenho, lançada de 2007 pela Editora Rocco.
ISBN: 8532522203 Ano: 2007 Páginas: 256 Dimensões (A x L x P): 23,00cm x 16,00cm x 1,00cm Preço: Normalmente R$ 36,00
Houve pelo menos uma edição antes dessa por aqui, pela Editora Francisco Alves, que pode ser achada em sebos.
MANDE SUA PERGUNTA PRA MIM TAMBÉM, É "DE GRÁTIS"!!
Basta escrever seu nome (ou apelido) e a pergunta no formulário abaixo e clicar no botão SEND que o titio Freud tenta te responder, beleza?
Fala, molecada! ‘Tamos de volta depois de duas semanas de folga. E ainda bem que consegui adiantar a coluna desta semana! Afinal de contas, não quero me acostumar como certas pessoas a postarem por aqui só de vez em quando. RATINHO!!! =)
Tiras também são uma maneira de mostrar para a sociedade qual os valores, necessidades, problemas e até por qual modismo essa sociedade está passando. Gosto muito quando consiguo identificar meu cotidiano, ou até mesmo algum momento por qual eu tenha passado numa dessas tiras. E a próxima da qual eu vou falar mostra um pouco isso. Vamos lá?
Ryotiras é uma série de tiras criada pelo ilustrador “limeirense” Ryot Okumoto. Cheia de elementos do cotidiano e de viagens psico-filosóficas, a série mostra bem alguns traços da humanidade e sua complexa mania de estarmos sempre certos sobre alguma coisa.
Em certas tiras dá pra sacar a típica atitude que alguns têm de serem PHDs em algo.
Como eu disse antes, é legal ver quando um tirinista consegue passar uma informação comportamental recente em suas histórias. Faz com que a identificação com aquilo seja imediata!
A série não segue apenas uma linha de raciocínio, podendo falar sobre quase tudo. Nem apresenta personagens recorrentes o tempo todo, a não ser pelos garotos Beto e Adolfo e por um personagem chamado Super Cartunista. Um super-herói enrolado e distraído, que parece não prestar muito atenção no seu trabalho.
Fala desde nossa dependência com produtos eletrônicos até as atitudes comportamentais de seres humanos, ou mostrando uma garotinha que é contra tudo mesmo não sabendo o que isso significa ou em uma, em especial, onde a atitude dessas é desmascarada através de atitudes relacionadas à animais marinhos.
Nessas tiras tem de tudo um pouco. Política, a realidade de uma disputa acirrada a vaga de um emprego, as consequências por acreditar nos produtos de Bill Gates e outras tantas, muito engraçadas e reflectivas.
Ryot afirma que é daquelas pessoas que desenham desde cedo, e muitas dessas tiras se utilizam de desenhos bem simples, quase infantis em sua retratação, e isso como sempre, funciona muito! Às vezes fica tão boas quanto aquelas que são mais trabalhadas.
Eis um pouco de sua história do artista:
Foi no Centro Cultural Municipal de Limeira que ele aprendeu além de tocar instrumentos musicais, a se encontrar com a arte, através de curso de pintura, oficinas de histórias em quadrinhos, desenho animado, elaboração de fanzines, escultura, etc.Apesar de ter deixado de lado o lance de ser artista, pois levava mais isso como hobby, ele continuou desenhando e desenhando até conseguir ganhar dinheiro com isso. Nessa altura do campeonato, ele já havia decidido a prestar vestibular em Artes Plásticas. Estudou, fez cursinho e até trabalhou na Gráfica Central da UNICAMP em Campinas, onde teve contato com a área de design e editoração, onde aprendeu sistemas de impressão e à utilizar alguns softwares. Foi aí que começou a imprimir seus primeiros fanzines. Tudo tinha um contexto mais político e ideológico, algo meio “revoltado”. Depois de ter sido selecionado no 1° Salão de Humor de Limeira, começou a publicar Os Desafortunados em um tablóide da cidade chamado “O PIO”. Cursou algum tempo o curso de Design Gráfico pela FAAL, mas largou tudo, inclusive seu cargo de funcionário público, e rumou para Belo Horizonte atrás de trampo melhor e na área que curtia. Foi lá que ele começou a fazer Belas Artes na UFMG.
Hoje trabalha numa empresa que faz cursos de ensino a distância, fazendo as ilustrações e as animações utilizadas nas aulas. Ou seja, conseguiu realizar seu sonho que era trabalhar como ilustrador.
Agora que o RyotIRAS ganhou mais força na internet e se consolidou com postagens diárias, Ryot colhe os louros de ser uma das séries mais bacanas da atualidade.
Não é novidade para quem acompanha nosso blog o quanto falamos sobre altruismo, confiar no ser humano e afins.Particularmente, acho muito bonito histórias que remetam a essas características e foi por isso que me interessei em documentar em video uma dessas histórias, uma história de preocupação com os necessitados, a história da Casa do Natal.
Essa história se passa na cidade de João Pessoa, Paraíba, quando dona Djandes Fragoso decidiu enfeitar sua casa e abri-la para visitação pública em 1999. Nesse tempo, ela não imaginava que anos mais tarde, estaria desenvolvendo um projeto social de importância enorme para as pessoas mais necessitadas, muito menos sendo o centro de atenção de várias pessoas, que esperam ansiosamente o mês de dezembro para verem in loco sua decoração natalina.
No fim de 2009, eu e alguns amigos da universidade nos reunimos e em dois dias de filmagens captamos os pensamentos, sentimentos e brilhos dos enfeites e corações das pessoas dessa família. O resultado disso tudo foi o curta-metragem digital A Casa do Natal que disponibilizo agora para apreciação "mundial" - levando em conta que estar no youtube não significa todo o mundo ver não é? Fiquem com esse filme, minha primeira incursão no mundo do cinema como produtor, o qual gosto muito e espero tenha conseguido passar o clima dessa bela história, e desculpem já as pequenas falhas que todo trabalho inicial tem, mas a vida é para aprendermos não é?
A Casa do Natal
Marcelo Soares ainda pretende fazer mais filmes, assim como quadrinhos, livros de contos e encontrar um gênio da lâmpada
Eu sinceramente não sei o que seria do terror sem o insólito. Talvez o gênero se tornasse apenas um subgênero das histórias policiais, ou uma versão mais explícita das narrativas noir. Mas é possível que talvez nem existisse tal é, penso eu, a importância dos elementos fantásticos para este tipo de história. Se o terror basicamente “sobrevive” em grande parte por conta disso, o que dizer de uma série que procura englobar tudo o que é considerado incomum, sobrenatural ou misterioso?
Tendo estreado em 1993, a série The X-files (Arquivo X, como ficou conhecida no Brasil) foi criada por Chris Carter e é lembrada hoje por ter sido um sucesso absoluto de público e crítica, tendo gerado 2 longas metragens, uma série relacionada e um spin-off, além de paródias diversas e frases de efeito lembradas até hoje.
A série conta a história de Fox Mulder, agente do FBI marcado por um grande trauma de infância: O desaparecimento de sua irmã, Samantha que, como ele lembra, foi levada por uma misteriosa luz que mais tarde ele atribuiu como parte de um fenômeno de abdução alienígena. Agora adulto, Mulder conseguiu ser designado para os Arquivos X, uma divisão da agência que reportava casos inexplicáveis, muitas vezes ligado ao paranormal e/ou sobrenatural. Mulder foi levado para este departamento porque era considerado um embaraço para o FBI, sendo apelidado de “Mulder, o estranho”, por sua fascinação com temas como discos voadores. Por conta disso, Dana Scully, outra agente que tinha maior inclinação para a medicina, foi designada para os Arquivos X para contrariar Mulder pois, como cética cientista, seu trabalho era contestar as teorias malucas do agente e encontrar soluções mais realistas e explicações científicas para os casos.
Um dos principais méritos da série foi o seu formato. Apesar de contar com uma linha cronológica coesa (que foi chamada de “mitologia da série”) que envolvia a investigação de casos relacionados à discos voadores e conspirações governamentais que supostamente tentavam encobrir sua existência, a série trazia diversos episódios isolados que, apesar de fazerem parte da cronologia da série, envolviam outros tipos de elementos fantásticos, como fantasmas, criaturas mitológicas, demônios, experiências secretas, entre outros e ajudaram a série a se consolidar, uma vez que tais episódios podiam ser vistos sem grande conhecimento da mitologia da série. Estes episódios foram chamados de “monstro da semana”.
Além dos protagonistas, a série contou com diversos personagens coadjuvantes que ajudaram a enriquecer a série e a manter o espírito conspiratório e sobrenatural das tramas. Entre os coadjuvantes mais lembrados estão o agente Skinner (superior de Mulder e Scully), os Pistoleiros Solitários (um trio de nerds teóricos de conspiração que sempre ajudavam os agentes) e do lado dos “vilões” podemos citar o mais proeminente deles, que por muito tempo foi chamado apenas de “O Canceroso”.
Com temas obscuros e histórias nada mastigadas, Arquivo X surgiu inspirada na série Kolchak e os Demônios da Noite e conseguiu conciliar formatos distintos utilizados em séries como Além da Imaginação e Twin Peaks, o que permitiu criar um programa em clima de seriado policial, mas com diversos elementos de ficção científica e terror.
Outro diferencial da série era que, diferente da maioria das histórias que visam a resolução de um mistério, Arquivo X tinha como principal intenção alimentar um clima de paranoia e conspiração, fazendo-nos duvidar da veracidade das informações. Muitas vezes ficava difícil saber se Mulder estava realmente certo naquilo que acreditava ou se ele era simplesmente louco. Além disso, uma das marcas da série eram os finais de episódios sem resolução, que deixavam os fãs ainda mais intrigados se aquilo era verdade ou não – ou em alguns casos se sequer tinha acontecido. As teorias de seus protagonistas também são características dos episódios: Mulder sempre tinha uma teoria fantástica, voltada para o paranormal/sobrenatural/ficção científica, enquanto Scully sempre fazia o contraponto, dando possíveis explicações científicas que não necessitavam do olhar sobrenatural.
Curiosidades: - Chris Carter, como dito no post, inspirou-se na série da Carl Kolchak para a criação da série. Mas ele transformou os personagens em agentes do FBI porque achou que seria difícil fazer o público da época (contemporâneos da série de Kolchak) acreditar que jornalistas conseguissem esbarrar toda semana em casos insólitos; - Quando Chris Carter apresentou a série à FOX, os executivos não gostaram da premissa inicial. Queriam, além de um interesse romântico para Scully, que a atriz escolhida fosse loira e mais peituda que Gillian Anderson (É sério). Mas no fim Carter conseguiu convencer os executivos a tentar do jeito que ele queria; - A série foi nomeada, ao longo de sua trajetória a pelo menos 100 premiações, tendo sido vencedora de 26 deles (16 Emmys, 5 Globos de Ouro e diversas outras premiações do sindicato de atores, roteiristas e outras premiações de ficção científica); - Desde que a série estreou as pessoas questionam o FBI sobre a existência de uma divisão como a do Arquivo X, ao que a agência nega veementemente. Chris Carter alega não ter conhecimento disso, e só usou o departamento pela conveniência da história; - Darren McGavin, ator que interpretou Carl Kolchak apareceu em 2 episódios da série como o agente Arthur Dales, o homem que “descobriu” os Arquivos X, numa brincadeira de metalinguagem (pois a série só existe graças à Kolchak, assim como os arquivos X na história só existem por conta de Arthur Dales).
Na Próxima Madrugada: A trajetória da série que marcou os anos 90. As conspirações, revelações e mais nOs Arquivos X – Trajetória
Dizem os psicólogos que traumas vividos por nós na infância nos marcam por toda a vida, e porem, até, deixar seqüelas fortes em nossa forma de ser e viver a vida. Imagine-se então uma criança que é encontrada por policiais em um contêiner coberta de sangue, sangue esse vindo de sua mãe assassinada e mutilada por traficantes. É, diga olá a Dexter.
Baseada no livro Darkly Dreaming Dexter, de Jeff Lindsay, a série de TV Dexter surgiu em 2006 pelo canal Showtime e conta a história de Dexter Morgan, um assassino em série que trabalha como analista forense especialista em padrões de dispersão de sangue. Trabalha no departamento de polícia do Condado de Miami-Dade, junto com sua irmã, a desbocada Debra Morgan, seguindo os passos do pai adotivo – adorado policial falecido. Dexter é interpretado pelo brilhante ator Michael C. Hall.
Criando um clima de eterno suspense, amenizado nos momentos certos por doses de humor – muitas advindas de uma narração em primeira pessoa onde ficamos sabendo o que pensa o protagonista – a série encaminha-se para a sua quinta temporada com uma trajetória de sucesso, muitos fãs e histórias de suspense, reviravoltas, e ótimos roteiros.
Dexter mostra um caminho que gosto muito em alguns seriados americanos: serem curtos e objetivos. Isto é, cada temporada sua tem em média 12 capítulos, deixando pouco espaço para enrolações e uma estratégia de roteiro bem concisa, diferentes de muitas series que em seus 24 episódios tem que criar engodos para fechar o número.
Explorando o plot básico: um homem, atormentado por seu passado que não conhece bem , desenvolve a necessidade de matar pessoas, “fome” que só não lhe traz mais problemas com a justiça por conta dos ensinamentos de seu pai adotivo, e policial, que o ensina como sobreviver sem deixar pistas de seus crimes, e matar só por um motivo especial: limpar o mundo de outros seriais killers. Então, além de manter seu “vicio”, Dexter tem que se preocupar em manter as aparências, ser bom irmão, bom namorado, bom cidadão, mesmo sendo um psicopata que não sente emoções, e Michael Hall é perfeito interpretando essa gama de confusão mental.
Em seus quatro anos de movimentada vida, muito já aconteceu em Dexter e não direi mais para não dar spoiler para quem não viu ainda, mas recomendo que corra para ver todas as temporadas e se vicie rápido que a quinta começa logo, logo. E depois de brigas familiares, sacos negros boiando por aí e a ilusão de família perfeita, você vai querer muito mais de onde veio.
Prêmios
2006
AFI Awards — Programa de TV do Ano
IGN - Melhor Programa Novo, Melhor Ator - Michael C. Hall, Melhor Vilão - The Ice Truck Killer, Melhor Personagem - Dexter Morgan,
Satellite Awards — Melhor Atriz Coadjuvante em Série — Julie Benz
2007
Emmy – Melhor Design de Título de Abertura, Melhor Edição com Uma Câmera para Série Drama
IGN - Melhor Argumento IGN - Melhor Programa de Televisão
Satellite Awards – Melhor Ator coadjuvante em série de TV – David Zayas, Melhor Ator em série Dramática – Michael C. Hall, Melhor Série Dramática Melhor Ator em Série de TV – Michael C. Hall
2010
Globo de Ouro - Melhor ator em série de drama - Michael C. Hall
Globo de Ouro - Melhor ator coadjuvante em série de televisão, minissérie ou filme feito para a TV - John Lithgow
Freud diz: *http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1619750-9798,00-ALEXANDRE%20FROTA%20VIRA%20ATLETA%20DE%20FUTEBOL%20AMERICANO.html *esse cara n existe, puta merda Skrull diz: *huhuahauhauhuaha *exemplo a ser seguido *exceto pelo filme com travesti *e exceto por ir para o corinthians *acho que ele e o ronaldo vao trocar experiencias nesse assunto! hauhauahuahauha Freud diz: *rs Skrull diz: *e parece ser requisito para ir para o corinthias comer um traveco Freud diz: *ronaldo vai ate mudar de esporte pra atuar ao lado do novo chegado
Só para sacanear nosso querido Duende Amarelo, coringano de coração!
“André, o mundo precisa de mais histórias felizes.”
O que acontece quando morremos? A vida acaba? Ela continua, e somos punidos por nossos pecados? Encontramos Deus? Reiniciamos um ciclo de vida eterno? Simplesmente apodrecemos? Estas são algumas das perguntas que levam as pessoas a crer na vida após a morte. E, sendo o espiritismo o assunto do momento, não é de se surpreender que Nosso Lar tenha chegado às telas com grande expectativa.
Fazer um review de uma produção como essa é algo bastante arriscado. Digo isso porque é difícil escrever algo sem se deixar levar pelas suas próprias convicções. Diferente do cristianismo que, mesmo quem não acredita teve durante sua vida (ou pelo menos sua infância) praticamente enfiados goela abaixo filmes cristãos (no caso dos ocidentais, obviamente), o espiritismo não é uma religião dominante no país. No entanto, segundo estimativas, existem atualmente cerca de 3 milhões de pessoas adeptas do espiritismo, sem contar as pessoas que, apesar de não praticantes, podem ser consideradas simpatizantes de suas doutrinas. Isso faz do Brasil a nação com maior número de espíritas no mundo inteiro e, sabendo disso, fica fácil entender o interesse dos estúdios em produções voltadas a esse público, principalmente depois do sucesso do filme sobre a vida de Chico Xavier.
Conhecendo um pouco sobre o assunto (essa é a vantagem de se estar em uma família onde cada um acredita numa coisa completamente diferente), fica fácil entender o fascínio das pessoas por esta visão de (pós) mundo. Na realidade espírita, não há imposições sem sentido com relação ao que gostar, como se vestir e o que ouvir; não existe céu ou inferno, mas sim estados de consciência para onde você vai, dependendo de suas atitudes. Além disso, o espiritismo é moderno, não só em termos cronológicos – é bastante recente se comparada às religiões “principais” – mas também no que se refere à sua flexibilidade e relação com o desenvolvimento tecnológico humano. Sendo assim, o nosso mundo, incluindo as inovações tecnológicas, nada mais são do que um reflexo do “verdadeiro” mundo, que é o mundo espiritual, um mundo muito mais avançado que o nosso (qualquer semelhança com mundos alienígenas semelhantes da ficção não é mera coincidência).
E foi justamente essa flexibilidade que me levou a assistir Nosso Lar, produção dirigida e roteirizada por Wagner de Assis baseada em um livro escrito por Chico Xavier e (supostamente) ditado pelo espírito de André Luiz, que conta sua vida no mundo espiritual e na "colônia" Nosso Lar do título. E aí é que entra a dificuldade de se manter isento na história. Primeiro porque, para os espíritas, Nosso Lar é uma descrição completa – e real – de como funciona o mundo espiritual e, neste caso, é algo que fundamenta toda a doutrina. Em outras palavras, para os espíritas, tudo aquilo que é visto na história deve ser tomado por verdade. Para quem não é espírita, no entanto, resta a boa vontade de esperar uma produção de qualidade e envolvente ou – no caso de crentes de outras religiões – simplesmente ignorar suas próprias crenças em prol de apreciar a história.
Eu sou ateu. Não costumo declarar isso aos quatro ventos porque sou minoria em um mundo que acha que vou para o inferno apenas por questionar a existência de Deus. Mas acho que, no caso dessa resenha, é necessário estabelecer meu posicionamento a respeito da história e assim justificar minhas opiniões. Como você pode imaginar, não fui assistir Nosso Lar porque para mim ele representa a verdade absoluta sobre a natureza da realidade, mas também não fui lá para ficar contestando cada cena. Fui ao cinema, assim como sempre, para assistir o que eu esperava ser um bom filme nacional de ficção científica. Infelizmente, não posso dizer que foi uma experiência recompensadora, mas acho sim que ela tem seus méritos.
Começando pelos aspectos positivos, é sempre bom ver uma produção que fuja da tradicional trinca comédia romântica – violência urbana – seca no nordeste. Sem contar que não é todo o dia que vemos produções que contem com cenários fantásticos elaborados e com efeitos especiais de empresas como a Intelligent Creatures, responsável por filmes americanos como Sr. e Sra. Smith, Babel e Watchmen, fazendo dela a produção brasileira mais cara já realizada – e, diferente de outros filmes, como Lula – O Filho do Brasil, em Nosso Lar nós conseguimos ver para onde foi todo o dinheiro. Além disso, a história conta com conceitos muito interessantes de serem explorados na ficção, uma mensagem positiva (embora um tanto piegas) e tem um visual bastante voltado para o realismo fantástico, o que torna a produção atrativa nacional e internacionalmente, mesmo para quem não é espírita.
Mas talvez este seja um dos problemas de Nosso Lar. É um filme espírita, feito para espíritas. Nem mais, nem menos (afinal, é apoiada pela FEB – Federação Espírita Brasileira). A extravagância orçamentária (20 milhões) que garantiu os efeitos visuais não muda o fato de que a produção foi desenvolvida para buscar manter a credibilidade da doutrina e, por conseguinte, validá-la. Não que isso seja realmente um problema, afinal, os cristãos fazem isso há tempos (a Globo que o diga, sempre reprisando ad infinitum aqueles filmes bíblicos sobre a Páscoa, a crucificação de Jesus entre outros) e não vejo porque deixar de assistir a uma obra bem executada, mesmo não tomando aquilo como verdade. Afinal de contas, adoro filmes de zumbis e nem por isso acredito que eles caminham por aí comendo cérebros na realidade.
Mas o contexto religioso, apesar de contar não é, nem de longe, o principal problema. Embora seja bem dirigido, conte com uma fotografia competente e efeitos visuais e cenários muito bem elaborados e bonitos, a produção carece de outros elementos que tornam difícil fazer o filme funcionar como experiência cinematográfica. Um dos pontos mais negativos é, sem dúvida, a atuação que é, usando um termo científico, ruim. Alguém precisa dizer para os atores brasileiros que atuar no nível de novela da Globo não é atuar bem. Muitos dos atores ali, especialmente os protagonistas e até alguns veteranos – que eu admiro como grandes atores, embora estejam devendo muito no filme – precisam aprender a sair de suas zonas de conforto, assistir mais filmes nacionais bons e se esforçar um pouco mais para atuar de verdade e fugir da atuação no piloto automático.
Outro grande problema, a meu ver, foram os diálogos. Além de serem extremamente piegas, são didáticos demais e servem apenas para levar a história de um ponto à outro e explicar como funciona a doutrina espírita. Não há nenhuma sensação de veracidade naquilo que sai da boca dos personagens (se bem que isso não sei se é devido aos diálogos ou à atuação medonha de alguns). Os personagens são muito rasos, não há um real desenvolvimento de suas personalidades. Não conhecemos melhor os filhos e mulher de André Luiz, que ficaram na Terra quando este morreu, o que não ajuda a nos identificarmos com eles. Eu até entendo a uniformidade nas personalidades dos personagens que vivem no Nosso Lar, mas não iria doer diferenciar um do outro com algum traço característico. Todos pareciam atores diferentes “interpretando” um mesmo personagem. Até há algumas tentativas de se aprofundar em alguns deles, mas chega a ser constrangedor ver as mudanças súbitas de atitudes apenas para tentar humanizar estes personagens de última hora. Sem contar que não existe nenhuma explicação social adequada para os defeitos do protagonista. Para todos os efeitos, o fato dele ser ateu (o que nem é explorado de forma competente no filme, resumindo-se à uma piadinha tola) é suficiente para ele ser egoísta, arrogante e "suicida inconsciente" (say what???).
Vendo o filme como ficção científica, ele tem seus problemas narrativos e de produção. Mas vendo sob o ponto de vista espiritualista também. A história me trouxe uma série de questões (que, se alguém que está lendo for espírita e tiver a boa vontade de explicar, o faça nos comentários, pois realmente quero saber), um tanto bobas é verdade mas igualmente válidas: Porque eles ainda comem e bebem no mundo espiritual? Porque ainda dormem? Porque só toca música clássica (não que eu esteja reclamando, as músicas do filme são ótimas)? Porque não existem cães ou gatos no Nosso Lar (pelo menos eu não vi, se caso apareceu e eu passei batido, podem dizer que eu sou burro)? Apenas as aves e borboletas podem ascender aos céus, enquanto outros animais não, ou mamíferos tem seus próprios “lares” separados no mundo espiritual? E os dinossauros, onde entram nessa história (tá, confesso que essa foi só para implicar)? Se eles lêem a mente um do outro, porque diabos ainda precisam falar?
Eu teria, é claro, muitas outras questões, mas elas não teriam muito a ver com o filme em si, e sim com a doutrina. Imagino que o espiritismo deva ter a resposta para tais questões mas, se tem, isso não ficou claro na produção (ou pelo menos não ficou claro para mim). No fim das contas, Nosso Lar pode ser visto de 3 formas diferentes: Para os espíritas, será uma descrição fiel do que eles consideram como verdade e, portanto provavelmente será uma experiência satisfatória; para ateus e agnósticos, que verão o filme apenas como uma história de ficção, vão ter problemas em “comprar” a história (pelos problemas técnicos que citei); e para os teístas adeptos de alguma religião será uma abominação que viola tudo aquilo que eles acreditam, e portanto, se tiverem a boa vontade de ver o filme (o que eu acho difícil), eles provavelmente questionarão tudo e tentarão boicotar o filme. Inclusive, eu fico curioso para saber o que um judeu pensaria de ver suas crenças totalmente obliteradas ao presenciar as vítimas do holocausto chegando no Nosso Lar e ouvindo um espírito engraçadinho dizer a eles “Não é o céu que vocês estavam esperando, mas vamos cuidar de vocês mesmo assim”.
Nosso Lar não é o melhor filme brasileiro já feito, longe disso. Mas denota um maior interesse no investimento de produções mais criativas e que fogem do convencional para o público comum. Se é um filme que vale a pena ver, não sei dizer ao certo. Minha mãe, por exemplo, se emocionou com o filme (levei ela para assistir também). Tudo bem que ela não tem muito critério para filmes, mas acho que ela representa bem o público que se interessará por essa produção.
Eu por outro lado, achei a mensagem bastante positiva... Embora não entenda porque esperar no pós-vida algo que pode ser conquistado em vida, com esforço, dedicação e altruísmo, enquanto a humanidade ainda existe (em matéria, pelo menos).
Porque o "nosso lar" não pode ser aqui mesmo?
Nota 5,3333333333333333333333333333333333333333333333333333... (achei adequado para este review uma dízima periódica rumo ao infinito)
P.S.: Alguém me explica porque citam o filme como “Baseado na Obra de Chico Xavier”? Afinal, o livro não foi psicografado (ditado por um espírito)? Neste caso, isso não faz do Chico Xavier apenas uma ferramenta, sendo o verdadeiro autor o (suposto) espírito de André Luiz? Não seria a mesma coisa de dizer que quem teve a idéia do nome de uma criança foi o escrivão, ao invés da mãe/pai que ditou o nome para ele?
Rafael prefere apreciar todo o filme a pular direto para o final. Talvez por isso prefira aproveitar a vida a pensar no seu desfecho.
Nesse pod temos Freud, Marcelo Soares, Rafael Rodrigues e Vini falando sobre altruismo, "super heróis" da vida real e filmes "realistas" de supers (Defendor, Kick Ass, Corpo Fechado e outros).
Bote uma cueca por cima da calça e vamos nessa!!
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Olá pessoas finas, educadas e de boa família. Hoje vim aqui escrever sobre um grupo de comediantes que aprontam muita confusão com uma turminha do barulho, não sei se você já conhece, se sim apresenta para quem não sabe, se não, confira comigo no replay as peripécias dos Anões em Chamas.
Não, não é um grupo de comediantes anões que tacam fogo em si mesmo, mas sim humoristas - e alguns não - que fazem videos para internet com humor, sarcasmos, tiração de onda ao extremo e muita diversão. Todos os vídeos são produções da Fondo Filmes e são filmados sob a talentosa tutela da dupla de cineastas Ian SBF e Gustavo Chagas.
Hoje, o canal de vídeos da Fondo Filmes no YouTube conta com mais de 7.700 assinantes e tem passado para trás os canais de comediantes famosos como Rafinha Bastos e da trupe Cia .Barbixas de Humor. Mas deixemos de papo e fiquem com alguns desses trabalhos:
O The Hostel
(meu preferido)
Teaser: O Barata Flamejante
Em um mundo sem heróis....ele é o maior de todos!
Amanda Episódio 6
(proibido para feministas de plantão e pessoas sem senso de humor)
"Em terra de cego... Pessoas vão morar na sua casa sem que você saiba"
Identidade digital
Se você gostou, tem muito mais de onde esses vieram. É só acessar o site da galera alto astral e acompanhar suas confusões em ritmo de aventura:
Deixe de lado a roupa com cores da bandeira americana ou seu famoso America way of live. Querendo ou não Superman é uma dos mais importantes personagens da cultura pop ocidental e em outros tempos – bem, para mim ainda é, mas sabe como são os jovens de hoje em dia – um símbolo de bom mocismo, ética e desprendimento.
Sem uma terra natal, Kal-el assumiu sua nova morada como responsabilidade sua e se dedicou a ser um salvador, alguém conectado com os humanos. Inúmeras vezes nas histórias em quadrinhos do personagem, podemos ver o bom uso dessa característica de sacrifício dele pelos autores. Afinal de contas como esquecer como Alan Moore tratou do tema em Para o Homem que tem Tudo? Onde Superman abdica do sonho de uma vida harmoniosa kriptoniana para salvar a vida de seus companheiros de luta. Ou ainda sua revolta contra os humanos ao destruir quase completamente a sede da ONU em Reino do Amanhã, um grito de raiva pela destruição e insensibilidade que o ser humano causa a sai mesmo. Ainda podemos destacar a fantástica edição 10 de All-Star Superman de Grant Morrison. Tão boa que até o J. M. Straczynski “homenageou” em Superman 701:
Na história, depois de voltar a viver na Terra, Superman resolve ir atrás de se conectar novamente com o povo que decidiu proteger e parte em uma jornada a pé pelo Estados Unidos. O plot é um tanto quanto, digamos, ridículo. Afinal, porque um homem que pode ouvir tudo, voar e ver através de paredes iria simplesmente sair andado em um estilo Forrest Gump de ser? Imagino que os leitores nos anos 80 se perguntaram o mesmo sobre o Road Tour do Arqueiro Verde com o Lanterna Verde, e todos sabemos o tão interessante que foi. Então, ainda dou um crédito ao Straczynski, que usa a idéia para contar pequenas histórias intimas, levar para outro lado o Superman, depois de meses de batalhas épicas em Nova Krypton.
Nesse primeiro número de um arco em doze partes, como prometido pelo autor, onde o Azulão passara por uma cidade americana diferente a cada nova edição, nos deparamos com o espanto e curiosidade da imprensa – incluindo Lois Lane – do motivo do Super fazer aquilo, e ainda por cima andando.
Logo após, ele começa a encontrar, conversar e ajudar pessoas nos seus mais variados problemas, desde uma arrumação de estoque até gangues em bairros, seguindo seu caminho para o próximo destino.
O que esperar dessa saga? Só o Straczynski sabe. Espero que ele não cometa o mesmo erro que Brian Azarello (aliás, por onde anda ele?) cometeu em sua passagem pelo personagem, onde com a idéia de colocar mais filosofia nas histórias, discutindo a importância de um Super Homem na Terra, as conseqüências disso e o caráter religioso (com um padre como coadjuvante), apesar de bem intencionada, foi errônea na execução: lenta demais e filosófica demais em seu inicio para um herói de ação – Brian Singer feelings – e então sofreu intervenção editorial virando um arremedo de clichês, porrada e explosões, terminando com um padre monstruoso e a fortaleza da solidão destruída de forma ridícula.
A saber, o nome da série em inglês, “Grounded”, tem dois significados: o primeiro significa “no chão”, o que levou à crer que o personagem deixaria de ter poderes – seria até interessante isso. O outro seria “de castigo”, o que parece mais apropriado com a descrição dada pela DC, onde ela pergunta como o personagem pode, depois de guerra dos Super-homens, continuar a ser o defensor da Verdade, Justiça e do “jeito americano”?