Em 1963 era publicada X-Men #1, trazendo as aventuras de um grupo de super-heróis criados por Stan Lee e Jack Kirby. Diz a lenda que como Stan não tinha mais idéias para origens ligadas a ciência, como em Spiderman e Hulk, por exemplo, o hoje velhinho boa praça pensou “porque eles já não nascem com esses poderes?” e, assim, gerou uma raça mutante que por serem possivelmente o futuro da raça humana era caçada e temida. Um símbolo metafórico para a própria realidade de nosso mundo, contudo, esse caráter simbólico forte do grupo foi se perdendo com o passar do tempo.
Nunca fui um leitor tão assíduo da equipe, o que vi das suas fases clássicas pré-anos 90 foi em reencadernações e “de falar”, porém, sempre conheci como os escritores com o passar dos anos utilizaram os personagens para passar mensagens ligadas a problemas reais, levando-os a serem o grupo por natureza das minorias.
Nascidos em pleno os anos 60, época de mudanças contra culturais profundas e de luta por direitos de minorias, os X-Men de Lee e Kirby logo se tornaram também símbolo de representação nos quadrinhos dos conflitos ideológicos existentes na época e assim se seguiu com o passar dos anos, agregando a discussão de racismo e a questão da homofobia, com a inserção do Vírus Legado, uma doença aparentemente incurável que, a princípio, só afetava mutantes, em uma metáfora ao vírus da AIDS.
Com o passar de décadas, as minorias mesmo ainda sendo discriminadas se tornaram mais fortes em sua luta e tiveram grande ganhos sociais, gerando até culturas próprias em torno de si – em forma de linguagem, vestuário, música, etc. Vendo que esse potencial simbólico dos Filhos do Átomo ainda podia ser mais explorado, no inicio dos anos 2000 o escritor Grant Morrison criou os seus Novos X-Men, e junto com outros autores, como Peter Milligan em X-Statix, transformou os mutantes em uma subcultura dentro do Universo Marvel. Agora tínhamos cantores, estilistas, celebridades e formadores de opinião mutantes, até uma parte de Nova York era denominada Distrito X, por ser localidade repleta de mutantes. Mais uma vez os X-Men se referenciavam a uma realidade atual de forma bem orquestrada.
Infelizmente, com a saída de Morrison da Marvel a editora preferiu resetar tudo o que ele tinha feito e os personagens voltaram a ser heróis de colantes, deixando um enorme potencial a ser desbravado e interconectado com nosso mundo de lado. A coisa piorou ainda mais com a saga Dinastia M, onde ao seu fim a mutante Feiticeira Escarlate altera mais uma vez a realidade ao dizer as palavras “no more mutants”, reduzindo a população mutante para menos de 200 no mundo todo. Claro que a Marvel tinha em proposta trazer a equipe de volta a seu status de perseguida e minoria com o qual se firmou, porém, para mim, já era tarde demais. Grant Morrison tinha jogado essa idéia para o espaço e ela já não funcionava mais dentro do contexto de nosso mundo contemporâneo.
Entenda bem, não estou dizendo que não existam mais minorias sendo perseguidas mundo afora – não só vemos isso no nosso dia a dia quanto em países de culturas ditatoriais que não só perseguem mais matam minorias – porém, é fato também que os direitos para essa classe sempre tão discriminada continuam a cada dia sendo mais fortalecidos. Os movimentos dessas minorias hoje em dia já são mais combativos e tem ganhos reais – a legalização do “casamento” homoafetivo é um bom exemplo de ganho real recente.
Minha pergunta é: o que os mutantes da Marvel representam de fato hoje em dia?E eles conseguem se firmar como simples super-heróis sem sua carga ideológica que os acompanhou por tanto tempo?
Eu não acredito muito.
O que vemos são só infrutiferas tentativas feitas nos últimos anos para tentar retomar a força que a equipe tinha: Complexo de Messias, Genese Mortal, Guerra do Messias, Utopia, Nação X, Necrosha, Segundo Retorno, Era do X (que já retoma a idéia criada na Era do Apocalipse dos anos 90, mostrando uma realidade alternativa onde existe de fato uma guerra entre humanos e mutantes).
Na minha humilde opinião de leitor casual dos pupilos de Xavier, os X-Men estão perdidos em si mesmo e, assim, ficam perdidos como símbolos, como representação da realidade mesmo que de uma forma hiperbólica, caricatural e ficcional, como toda história em quadrinhos do gênero super-herói também é (mas isso já é outro post).
Tal situação com os mutunas sempre me faz lembrar um pensamento que tenho: Talvez em um mundo onde só existissem mutantes e não também pessoas com superpoderes, como Quarteto Fantástico e Vingadores, se poderia sim fazer um trabalho mais adequado, explorando até uma guerra de verdade, afinal sempre fico esperando a tal “guerra final” de Magneto contra a Humanidade. Mas ai, entramos na velha questão de cronologias, periodicidade e blá, blá, blá que entrava em muito a criatividade dentro dos quadrinhos.
Fico pensando se não seria de fato mais saudável e justo a extinção de vez dos mutantes, pelo menos os criados por Lee e Kirby nos anos 60, deixar de lado toda uma geração de heróis e passar o legado ou simplesmente ficarmos “sem mais mutantes”. É, sei, sonho meu.
No município de Barra de São Miguel, sertão paraíbano, dois travestis vivem vidas opostas. Enquanto um tem aceitação da família, amigos e até mesmo dos alunos, outro se envolve com o mundo da prostituição. Essa é a realidade que se propõe mostrar o documentário Amanda e Monick.
Um chama-se Amanda Costa, é professor de uma escola pública da cidade e, mesmo tendo assumido sua homossexualidade, é respeitado e apoiado pela família, alunos e pais de alunos. O outro é Monique Macharrara, aluno de Amanda, garota de programa que foi rejeitada pela família e sociedade por causa da sua opção sexual.
Com uma abordagem sensível o diretor André da Costa Pinto levou as telas a história dessas duas pessoas que em meio ao interior paraibano, tradicionalmente machista, buscaram ser por fora o que já eram por dentro, mostrando suas dificuldades, alegrias, cotidiano e gostos. Algumas histórias inusitadas aparecem durante o curta-metragem e me fez até questionar a veracidade “total” do mostrado, não que o diretor tivesse maquiado a realidade, mas sabemos que ninguém é totalmente natural frente a uma câmera – e nem sempre conta toda a verdade.
Em tempos de aprovação de lei do casamento homoafetivo e luta pela criminalização da discriminação contra homossexuais, um filme como Amanda e Monick promove um ótimo debate e serviço social ao revelar como o que parece “anormal”, estranho, também tem e sente problemas tão comuns a todos nós, exaltando a naturalidade da vida em geral.
O documentário contou com patrocínio e apoio da Universidade Estadual da Paraíba e levou o prêmio de melhor curta digital do 12º Cine PE. Além disso, a obra recebeu indicação pela Associação Brasileira de Documentaristas para ser exibido em escolas públicas como ferramenta de inclusão social. Confira o filme abaixo:
FICHA TÉCNICA
Título: Amanda e Monick Direção e Roteiro: André da Costa Pinto Duração: 19 min. Ano: 2007 Gênero: Curta-Metragem
“Bruxaria... é um caminho espiritual. Você busca pela nutrição da alma, para comungar com a força vital do universo, e através disso conhecer melhor sua própria vida.”
The Inner Temple of Witchcraft
Tema Macabro
O século XX viu um renascimento da Bruxaria, não só na ficção, mas também nas vidas de muitas pessoas. Não da bruxaria, mas de cultos mais flexíveis e/ou que são a união de várias outras culturas: são as chamadas religiões neopagãs. Num mundo cada vez mais multifacetado, onde não há mais lugar para verdades reveladas de forma obscura ou verdades absolutas, torna-se clara a necessidade de buscar respostas que fazem sentido. E o que faz mais sentido do que voltarmos para o lugar de onde viemos – a natureza?
Essa é a base da Wicca, religião neopagã de caráter dualista (ou duoteísta) que retoma os conceitos originais da bruxaria ao voltar-se para o culto à natureza, à fertilidade, e aos ciclos de vida. Durante minha pesquisa sobre o assunto, encontrei um vídeo em português bem explicativo que basicamente resume tudo o que eu ia falar aqui sobre o assunto (e ate mais), então acho que vale a pena conferir:
No entanto a Wicca, apesar de ser a mais popular, não é a única religião neopagã relacionada à bruxaria. Podemos citar também a Stregheria, que na verdade é a antiga Bruxaria Italiana, que foi resgatada no fim do século 19 e se popularizou nos anos 80, que adora a deusa Diana e seu irmão Dianus/Lúcifer (numa dualidade semelhante à Wicca).
Outra religião neopagã relacionada é a Tradição Feri, uma versão da Bruxaria tradicional, que diferente da Wicca ou da Stregheria, foca-se mais na experiência sensual, ligada principalmente ao misticismo sexual que, acreditam, faz parte do culto à natureza, à beleza e à criatividade.
Como vocês podem ver a bruxaria, por mais antiga que seja, ainda é um assunto bastante atual, que sobrevive graças à reinvenção de diversos de seus cultos, além é claro do uso nas diversas mídias. Independente do que você acredita, é seguro dizer que a bruxaria não vai desaparecer tão cedo do imaginário popular, nem será desacreditada tão facilmente como a Igreja pensou que pudesse fazer séculos atrás. Se isso é bom ou ruim (ou completamente irrelevante), só o tempo dirá.
Curiosidades: - Stregheria é uma palavra que vem do italiano Stregoneria que significa, simplesmente, bruxaria; - Você vai notar que muitos dos símbolos da Wicca são, para religiões como o Cristianismo, associados a ícones demoníacos; não é por acaso, uma vez que no passado estes símbolos pagãos precisavam ser associados ao mal para “forçar” as pessoas ao cristianismo (que se expandia na época da caça ás bruxas); - Vale o comentário de que o Lúcifer que é adorado pela Stregheria é o deus benevolente do sol e da lua, e não a figura maligna retratada no cristianismo; - Existe ainda uma teoria chamada Hipótese do Culto Bruxo que descreve uma hipotética religião pagã pré-cristã da Europa, que sobreviveu até pelo menos o início da era moderna. A teoria de sua existência foi postulada por alguns estudiosos do século XIX e XX com base na teoria de que a bruxaria europeia perseguida durante a caça às bruxas foi parte de uma conspiração satânica para subverter o Cristianismo, e a maioria dos fatos e provas para a teoria foram elaborados através de estudos das contas dos perseguidores na caça às bruxas no início da Europa moderna. No entanto, estudiosos sérios têm desacreditado essa teoria e é consenso geral de que este culto de fato nunca existiu.
Na próxima Madrugada: Ele é um monstro, vive num pântano e é um personagem clássico dos quadrinhos. Mas não é exatamente quem você está pensando. Na próxima madrugada, conheça um pouco mais sobre O Homem-Coisa.
Já fazem mais de 10 anos desde que eu descobri que seria feita uma série sobre a adolescência de Clark Kent antes dele se tornar Superman. Embora tenha achado a premissa interessante na época, não levava fé na série. Agora, uma década depois de sua estreia, smallville chega ao fim. E o que posso dizer sobre isso?
Antes de assistir o último episódio da série, eu “voltei no tempo” ao relembrar de quando eu assistia ao seriado. O primeiro episódio de Smallville foi muito melhor do que eu esperava, e acabou me fazendo assistir ao programa. A sequência da chuva de meteoros para mim até hoje está entre as melhores cenas já feitas numa história de super-heróis fora dos quadrinhos. Embora a série se focasse basicamente na vida e nos problemas adolescentes de Clark e seus amigos, a história conseguia levar de forma bacana o personagem, fugindo do caráter emblemático e mitológico do Superman e trazendo o lado mais humano. Para mim esse sempre foi o maior triunfo de Smallville, ou seja, não ser uma história sobre o Superman, mas sobre aquele rapaz "caxias" da cidade pequena que se tornará o salvador da humanidade.
Infelizmente a série se perdeu no caminho. Seja pelos clichês recorrentes (toda semana tínhamos alguém que esbarrava numa situação peculiar envolvendo kryptonita e adquiria superpoderes – um conceito que achei muito criativo de início, mas que desgastaram rapidamente), pelas saídas fáceis de roteiros ou simplesmente pela falta de noção, smallville acabou tentando consertar seus antigos erros com novos, criando um verdadeiro Frankenstein televisivo que se tornou basicamente uma caricatura da própria série, tornando-a, não só irreconhecível, mas também afastando o personagem do seu público “original” (os fãs de quadrinhos), fazendo com que uma série de muito potencial se tornasse uma completa piada*. Por essa razão, acabei deixando de acompanhar lá pela metade da terceira temporada.
Mas eis que a série durou muito mais tempo do que eu esperava e, enfim, em sua décima temporada, foi anunciado o seu término. Era a chance da série se redimir depois de tantas decisões equivocadas e de finalmente vermos Clark se tornando Superman “de vez” (apesar de que, como já comentei no podcast sobre o Superman, originalmente eu nunca imaginei a série terminando com ele, de fato, usando o uniforme e começando sua vida de super-herói).
A temporada começou esforçada. Percebíamos claramente a intenção e a tentativa dos produtores de conciliar a série com a mitologia “correta” do herói fazendo a história seguir seu rumo correto. Tivemos uma boa justificativa para a Chloe não ser “conhecida” no universo do Superman adulto, começávamos a ter vislumbres do que levaria Clark a adotar o uniforme e sua persona “nerd”, além de um episódio bacana (resenhado pelo Moura) que mostrava um futuro onde o Clark da série tinha, de fato, se tornado o Superman que conhecemos. Ainda tínhamos muito dos vícios e clichês da série, mas ainda assim parecia que Smallville finalmente entraria nos eixos.
Mas conforme a temporada foi se aproximando de seu final, as histórias começaram a ficar piores. BEM piores. Decisões difíceis de engolir, plots mal desenvolvidos, ganchos que não levaram a lugar nenhum e paródias desnecessárias de filmes atuais (destaco aquele que é quase um plágio de “Se beber, não case”, que pode facilmente ser colocado como O PIOR episódio da série) foram apenas alguns dos elementos que me fizeram começar a temer o episódio final (não que eu de fato tivesse muita esperança nele).
Então numa sexta-feira 13 estreou o season finale de Smallville. Com o título oportuno, mas pouco criativo (“Finale”), o especial de duas horas tinha uma tarefa ingrata e impossível: Agradar aos fãs da série e os fãs de quadrinhos, dando um desfecho digno para a jornada de 10 anos do personagem, fazendo-o chegar ao ponto de tornar-se Superman e agindo também como uma espécie de início para a “verdadeira jornada”, onde as histórias “de verdade” realmente começarão.
(ATENÇÃO: MUITOS SPOILERS a partir deste trecho)
A história se inicia de forma bem bacana: Uma Chloeaparentemente mais velha lê para um menino loiro (provavelmente seu filho) uma revista em quadrinhos chamada “Smallville”, e começa a contar a história de Clark Kent, e de como um dia ele enfrentou seu maior desafio (Só não perguntem porque diabos existe uma revista que conta todos os segredos do Superman – selo “é melhor não pensar muito nisso” de roteirismo). Partimos então para 7 anos antes, quando vemos que Apokolips está chegando à Terra.
A primeira hora do finale é bem básica (e bem chata), atando algumas pontas soltas, fechando alguns ganchos diretos (como Oliver possuído pelas trevas, a decisão da Lois de não querer casar, entre outros) e preparando o terreno para a próxima hora, que é exatamente quando as coisas realmente começam a acontecer: O retorno de Lex Luthor, a “luta” contra Darkseid, o vôo e, finalmente, Clark “usando” do uniforme. Aspas serão explicadas mais adiante.
Como era de se esperar, diversos aspectos deste final ganham o selo “é melhor não pensar muito nisso” de roteirismo, como o retorno de Johnatan Kent (não especificado se como espírito, como alguém do passado, como um “espírito virtual” basicamente como Jor-El, enfim...), a ausência dos personagens da Liga da Justiça (no penúltimo episódio vimos que a Legião do Mal havia recebido a missão de atacar os heróis – só que nem os heróis nem os vilões aparecem no episódio, os vilões sequer são citados!), umas cenas forçadas entre Clark e a mãe dele (embora uma das cenas em particular tenha sido bem legal) e, claro, o fato de um PLANETA ENORME estar se dirigindo para o nosso sistema solar e os efeitos serem simplesmente pequenos tremores de terra globais. Parece que as leis da física em Smallville são bem diferentes.
Também houve momentos decepcionantes. Darkseid aparece, mas a luta dele com Clark, além de não ser exatamente uma luta, é na verdade o encontro de Clark com um Lionel Luthor zumbi possuído por Darkseid. Eu não esperava uma luta épica como todo mundo sempre espera em séries do tipo (parece que as pessoas ainda não entenderam que estão lidando com programa de TV, e como tal, com limitações orçamentárias), não só pela dificuldade financeira de ser fazer algo tão grandioso, mas principalmente porque este nunca foi o foco de Smallville (digam o que quiser, mas Smallville nunca “enganou” ninguém neste ponto; os enfrentamentos com vilões sempre foram meia boca e isso é quase uma regra), mas ainda assim esperava algo um pouco melhor. A forma como os profetas de Darkseid (Vovó Bondade, Glorioso Godfrey e Desaad) foram derrotados por Oliver foi patética. O clichê básico do esquecimento também foi “homenageado” neste final, quando Lex e Tessconfrontam um ao outro e Tess é morta por Lex, mas não sem antes deixá-lo com uma neurotoxina que o faz esquecer de tudo até aquele momento. Apesar de ser outra das saídas fáceis de Smallville, pelo menos deixou Lex como o "Lex que conhecemos”, que não sabe que esteve em Smallville nem conhece Clark Kent ou sua identidade. Há também alguns outros detalhes que não fazem tanta importância assim, mas que se tornam engraçados pela falta de continuidade.
Mas eu estaria sendo injusto se não dissesse que o fim de Smallville também reservou momentos interessantes, bacanas e alguns até emocionantes. Ignorando a lógica do retorno de Johnatan Kent (pois confesso que fiquei feliz de saber que não usaram a desculpa do universo alternativo com ele também), os momentos de Clark com seus pais com certeza foram alguns dos pontos altos deste par de episódios, mas alguns momentos bem super-heróicos como a chegada de Apocolyps à Terra também contribuíram (embora os efeitos especiais não tenham sido lá essas coisas). O aguardado retorno de Lex Luthor também não decepcionou, primeiro porque, ao contrário do que dava a entender, Lex não retornou por alguma ressurreição feita por Darkseid (embora o vilão tenha tido parte fundamental no retorno de Lex), e sim por conta de seus clones que, apesar de defeituosos, tinham partes que funcionavam; então Lionel pegou de cada clone as partes que funcionavam e montou um “Lexenstein”, dando – literalmente – seu coração para completar o processo e sacrificando-se – ainda que não de forma totalmente voluntária, por assim dizer – pelo seu filho. Aliás, ainda falando de Lex, outro dos pontos altos foi com certeza seu encontro com Clark, onde tivemos um encerramento digno da relação conturbada entre os dois personagens, visto ao longo da série. A reação do Lex é até bem humana e calculista, podendo ser resumida a: “Um dia eu vou te matar, mas agora você precisa impedir que o mundo seja destruído. Depois que você resolver isso nós voltamos aos negócios”. Outra coisa interessante foi o casamento: enquanto muitos imaginavam um final “novela”, a história foi para outro lado e, apesar da tentativa, o casamento não foi “finalizado”.
São os 10 minutos finais, no entanto, que realmente fazem a diferença. Depois de “enfrentar” Darkseid, Clark finalmente voa, vai para a fortaleza da solidão e até que enfim veste o uniforme de Superman, bem a tempo de impedir que o Air Force One (que tinha Lois Lane a bordo) caia e de empurrar, literalmente, Apokolips embora. Sim, este é o Superman que move planetas. Embora muitos que assistirem ao episódio deverão sentir um misto de indignação, emoção e relativa satisfação por conta destas cenas (porque ele veste o uniforme, mas em nenhum momento ele “posa” ou o vemos por inteiro; as cenas se resumem a closes fechados do rosto, da capa, do símbolo e tomadas à distância que mostram um Tom Welling em CG com o uniforme), particularmente achei as cenas satisfatórias, pois mostram Clark se tornando o Superman, e ao mesmo tempo mantém a série focada mais na jornada do personagem e menos na roupa - e eu acho que essa decisão teve a ver alguma questão legal envolvendo o personagem).
A história se encerra 7 anos no futuro, onde Chloe termina de contar a história do Clark para seu filho (referido-se a história como o dia em que o garoto tornou-se Superman) e logo a cena passa para o Planeta Diário, onde percebemos que Clark e Lois estiveram sempre tentando casar desde então e, nesta próxima tentativa, talvez não consigam novamente, já que uma ameaça de bomba obriga Clark a agir. Vemos Jimmy Olsen (o irmão do Jimmy que já aparecera em Smallville, interpretado pelo mesmo ator, numa decisão inesperada e bizarríssima da produção), a voz de Michael Mckean como Perry White e um vislumbre de que, neste futuro (estamos em 2018) Lex é presidente dos EUA. A última cena não podia ser outra senão Clark subindo no telhado, tirando o óculos e saindo para a ação enquanto abre sua camisa e exibe o símbolo do Superman em seu peito.
De fato, não foi um final perfeito. Provavelmente os fãs de quadrinhos não vão gostar. Mas não é justo querer que a série agrade ao leitor de HQs se ela nunca foi feita para eles. Foi feita, sim, para manter vivo o legado do Superman para uma nova geração. A série teve seus altos e baixos (mais baixos do que altos, admito), mas conseguiu manter o personagem relevante para os dias de hoje. Os produtores podem ter falhado e tomado decisões ruins, mas, até aí, que atire a primeira pedra aquele que nunca viu coisas bem piores nos quadrinhos. Em suma, foi um final digno para a série e acredito que este desfecho vai colocar Smallville como uma das séries mais lembradas da primeira década do Século XXI. Além do que, é bom ouvir o clássico tema do Superman composto por John Williams uma outra vez (uma música que me arrepia até hoje quando ouço).
Nota 7.9 (o que para Smallville, é uma grande coisa)
*Não que isso seja necessariamente novidade; afinal, não são poucas as séries que acabam tendo as mesmas características: grande potencial, boas ideias, mas execução péssima, falha, equivocada ou todas as anteriores. Heroes é um dos melhores exemplos recentes.
Falai meus queridos! Hoje no PalhetadA vou fazer uma coisa que preciso voltar a fazer por aqui... reviews de CD´s! Falei de bandas por muitos posts, novidades ou não...falei! Mostrei um Clipe do Whitesnake semanas atrás, fruto do novo trabalho dos caras e numa oportunidade, comprei-o. Quer saber se vale a pena comprar?
Primeiro é aquela coisa, tu curte Whitesnake? Hard Rock da melhor qualidade e peso na medida certa.
Estava eu com o CD nas mãos ali na galeria da Teodoro Sampaio, (Pra quem é Paulista, ta ligado onde é!) para quem não conhece, é a rua mais musical de São Paulo...até poderia fazer uma matéria sobre isso um dia né? Enfim, comprei “Forevermore” na esperança de acertar na aquisição, e pra quem conhece os sons do Whitesnake a expectativa é grande!
Faixa 1 – Steal Your Heart Away
Doug Aldrich e Reb Beach já mostram o cartão de entrada com um riff poderoso seguido do restante da banda, a voz do Coverdale não muda! É uma faixa com uma pegada country-rock, daquelas que te fazem bater o pé no chão e balançar a cabeça com o refrão, logo de cara é notável o DNA da banda. Música pra cair na estrada!
Faixa2 – All Out Of Luck
Aquela coisa de bater o pé e balançar a cabeça se repete logo nos primeiros acordes da música! Eu acho que isso vai se repetir bastante até o final do cd...rs. A música é totalmente “reta” como gosto de dizer, não tem muita frescura...é pesada, com um riff grudento aliado a voz rasgada do Coverdale . Baita som legal...ótimo começo de CD \õ/
Faixa 3 – Love Will Set You Free
O Primeiro hit do CD! Já coloquei o clipe dela aqui mas acho que não custa colocar de novo e só dizer que é foda!
Faixa 4 – Easier Said Than Done
Depois de 3 porradas, a primeira balada chega. Normalmente eu pra gostar de baladinha tem que ser muito boa... e essa chamou a minha atenção pela melodia que te faz querer cantar a letra mesmo sem nunca ter ouvido ela antes, parece mais do mesmo se tratando de Whitesnake...e é! Refrão em dueto, solos bem colocados, nada fora da margem de segurança de uma ótima balada...e pra fechar aquele refrãozinho chicRete! =)
Faixa 5 – Tell Me How
Voltamos a pegar estrada com “Tell Me How” outro riff poderoso de Doug Aldrich, já notei que o cara estava inspiradíssimo pra compor melodias...o refrão dessa é todo mundo cantando junto! Ficou legal bagarai!! Uma coisa que eu gosto do Whitesnake é como ele conseguem mesclar o peso do heavy metal com uma guitarra “clean” de fundo...e nessa faixa da pra notar muito bem o processo musical.
Faixa 6 – I Need You (Shine A Light)
Os anos 90 estão de volta!!! Cara que som legal! DNA de Whitesnake detected! É uma balada pesada, com uma letra leve..sabe como é?
Faixa 7 - One Of These Days
Baladinha pra você curtir com a namorada, rolo, ficante e no caso do nosso velhote Freud, com a digníssima esposa! Violões, teclado, bateria “reta” e Coverdale faz o resto com sua voz forjada para esses tipos de sons...curte.
Faixa 8 – Love & Treat Me Right
O Rock and Roll voltou nessa faixa! Podemos falar de novo que é mais do mesmo sem vergonha nenhuma, digo isso por que uma banda que existe desde 1977 fazendo Músicas dessa qualidade, meu amigo não é pra qualquer um não! Por isso perguntei no início do Review “Tu curte Whitesnake?” eu já sabia que o que estava por vir era isso, Rock and Roll de qualidade...e essa faixa não destoa do universo da banda!
Faixa 9 – Dogs In The Street
Ok, chegamos na faixa que eu ouvi repetido umas 5 vezes! Deduzo que é a minha preferida até agora!! Na pegada que eu curto, rápida, guitarras recheadas de harmonia, solos das duas guitarras como se fosse um duelo interno entre Doug Aldrich e Reb Beach marcados com o Bumbo Duplo de Briian Tichy (Sin é com dois ii)
Faixa 10 – Fare Thee Well
Estamos chegando no final do CD e mal da pra perceber, “Fare Thee Well” é a melhor balada do Cd na minha opinião, gosto dessa coisa de violão num country –rock o Coverdale tem o dom pra cantar melodias calmas..o tom de voz do cara é único! Escuta essa que eu garanto que se a sua segunda ta uma merda, pelo menos vai dar uma acalmada em você pra continuar em frente!
Faixa 11 – Whipping Boy Blues
Assim, a música começa meio esquisita, mas amadurece duma forma absurda...prestenção na paradinha que rola na metade da música! Salvaram a música com um compasso fácil e solos rápido...êêêê Whitesnake! rs
Faixa 12 – My Evil Ways
CARALHOOOOOOOO!! AHUAHUAHUAAHUAHUAhua puta começo destruidor do Briian Tichy na bateria…mano que coisa linda de se ouvir! Tai uma música que me agradou logo de cara, métrica absurda e um compasso complicadinho de manter...diversas vezes a música é “quebrada” e brota outro ritmo do nada! O baixo consegue um espaço no meio das guitarras nessa aqui..não sei se vocês vão conseguir ouvi-lo, mas a linha de baixo nesse som é foda! Na verdade eu achei a música TODA foda! Nivel pqp de dificuldade...rs.
Faixa 13 – Forevermore
Chegamos na última música desse excelente trabalho do Whitesnake! Cara, que ótima aquisição essa. Preciso dizer que recomendo? “Forevemore” é uma balada progressiva de 7:23, parece que fizeram uma música pra ser trilha de algum filme...seilá....na última música eu torci o bico...no meu modo de ver foi a única que destoou do restante do CD.
Tai galera! Um review faixa a faixa como há muito tempo eu não fazia! =D Espero que gostem da matéria e do CD (mesmo eu não ganhando dinrero como jabá...aHUAHUAHUAHA) pq eu já tenho o meu e ta ali na minha coleção!
Whitesnake atualmente é composto por:
David Coverdale – Vocal Doug Aldrich – Guitarra Reb Beach – Guitarra Michael Devin – Baixo Brian Tichy – Bateria
Zenon, Rafael, Moura e Shazam conversam sobre... NOVELAS!!! Pois é.. Não é a toa que dizemos que no Uarévaa fala-se de tudo... Mas não é que ficou legal, cara? As nerdices em novelas, personagens e acontecimentos mais marcantes, as aberturas, títulos esquisitos, tem de tudo um pouco, confira ai!
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Comentado no Podcast
- Dercy Gonçalves falando de sexo em Que Rei Sou Eu?
- A revelação da identidade do "Cadeirudo" em A Indomada.
- Golimar, que "inspirou o homem fera" de Caminhos do Coração.
E várias aberturas citadas..
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O CinemaScope desta semana fala sobre o filme de terror cult do vocalista do Twisted Sister, Dee Snider, baseado na musica em duas partes Horrorteria, que se divide entre Captain Howdy e Street Justice, assim como o filme em si.
No filme temos duas garotas numa sala de internet, conversando nesses chats UOL da vida, duas garotas são convidadas a ir a casa do misterioso Capitão Howdy (Dee Snider) para uma soposta festa, que se revela um ciclo de sadismo e sadomasoquismo quando o Capitão as expõe a todos os tipos de dor para uma "evolução espiritual".O problema que uma dessas garotas,Genevieve (Linda Cardellini, a Velma gostosona dos filmes do Scooby Doo), é filha do detetive Mike Gage (Kevin Cage), que depois de persegui-lo na internet com a ajuda da sobrinha (Amy Smart, a namorada de Chev Chelios em Adrenalina 1 e 2), consegue achar a casa do cara, e levá-lo as autoridades.Depois de quatro anos, já rebilitado e livre da imagem do Capitão, Carleton Hendricks finalmente é liberto, mas sofre nas mãos da população católica-radical-sulista (entre eles o grande Robert Englund) e na omissão de Cage por ajuda, fazendo que o dêmonio saia da garrafa de novo... Agora sobre o filme, Dee Snider juntou as mudanças sociais e tecnológicas de uma época da qual a internet começa a crescer gigantemente junto com um assunto que provavelmente interessa muito ao cantor, que é a area de body painting, piercings e sadomasoquismo.Mas também era numa época que os filmes de terror criavam novos idolos mas de certa maneira ficavam só no assasinato básico, enntão podemos dizer que Strangeland (nome original do filme) foi um dos primeiros filmes de torture porn feitos antes do BOOM do gênero com Jogos Mortais e O Albergue. A primeira parte do filme não te seduz muito, mas a medida que os personagens de Cage e Howdy se aproximam, a trama começa a ficar bem mais interessante, já que no processo Howdy começa a se expor mais e seus tecnicas na tela não podem ser as mais gores, mas ao omitir certas coisas o calafrio na espinha é bem maior.A história é curta porem funcional, e ver Dee Snider atuando e sendo sádico é uma coisa bonita de se ver. Howdy se utiliza da anonimidade para atrair as suas vitimas e e no momento que se cura, não tem vergonha de anunciar a quem lhe interessa das merdas que faz.Cage se mantem frio perante tudo isso, mesmo quando sua filha é atacada duas vezes, e de sua omissão que faz a volta de Howdy e sua ira ser aplicada a todos, junto com a furia cega de uma multidão que não aceita a regenaração de Carleton, liderados por Jackson Roth (Robert Englund), assim recebendo o inferno do qual estavam procurando. Algo importante citar é a trilha sonora do filme, com algumas bandas classicas (Anthrax, megadeth, pantera) e muitas banda do recem surgido new metal, como Coal Chamber, SOAD e depois de muito tempo, até então, uma musica inédita do twisted Sister, que é "Heroes Are Hard to Find".Você pode ouvir a cançõa e ver o resto da trilha sonora abaixo.
1 Dee Snider - Inconclusion 2 Sevendust - Breathe 3 Megadeth - A Secret Place 4 Pantera - Where You Come From 5 Anthrax - P & V 6 Snot - Absent 7 dayinthelife - Street Justice 8 Coal Chamber - Not Living 9 Bile - In League 10 Marilyn Manson - Sweet Tooth 11 Soulfly - Eye For An Eye 12 həd)P.E. - Serpent Boy (Radio Edit) 13 Kid Rock - Fuck Off featuring Eminem 14 The Clay People - Awake 15 System Of A Down - Marmalade 16 Nashville Pussy - I'm The Man 17 Crisis - Captain Howdy 18 Twisted Sister - Heroes Are Hard To Find
Uma prequel em quadrinhos chegou a ser publicadam pela Fangoria Studios antes de ser fechada, saindo assim só a primeira edição da revista, que logo depois foi publicada completa pela The Scream Factory.No caso ela foi escrita por Jesse Blaze Snider (filho do homem e criador de Dead Romeo) e desenhada por Stephen Mooney (Quadrinhos das series CSI e Angel).Uma sequ~encia do filme está a mais de 11 para sair e por enquanto sem sinal de chegar, provavelmente graças ao atrito de ideias entre Dee Snider e o diretor do filme John Pieplow sobre como o filme deveria ser mostrado, passando até por uma polêmica de um inédito versão do deeretor que nunca chegou a ser lançada (acho). Você pode ser mais sobre os lances que envolvem a part deux aqui, e por enquanto os ultimos rumores sobre a sequência é que ela começaria a ser gravada esse ano. Bem, no fim das contas, Strangeland é um filme de terror que satisfaz as vontades tanto dos fãs de terror quanto os de heavy metal, e que apesar do interesse pelos personagens demorarem a acontecer, quando chega torna a experiência muito legal de ser assistida. NOTA: 7.0
Titulo original: Strangeland Ano de lançamento: 1998 Dirigido por: Henry Hathaway Com: Dee Snider, Robert Englund, Kevin cage, Linda Cardellini Estúdio: Shooting Gallery, Snider Than Thou Productions Inc.
Na primeira década do novo e misterioso século XXI nos deparamos com muitas mudanças na forma como os seres humanos se comunicam entre si. As redes telemáticas de comunicação geraram novos meios, plataformas de informações e disseminação de produtos comunicacionais, que, gradativamente, alteraram o panorama dos meios de comunicação como eram conhecidos.Hoje em dia, novas formas não só de mostrar uma história em quadrinho surgiram, mas, também, de narrar tais histórias. Uma delas é a Narrativa Transmídia.
Um dos modelos possivéis para transmidia nas hqs
Desde o uso dos novos recursos que a tecnologia digital proporciona até mudanças na sua própria linguagem e forma de contar uma história, o quadrinho contemporâneo se apropria bem do status atual de nossa sociedade, cada vez mais ligada à tecnologia e ao visual. Henry Jenkins em seu livro Cultura da Convergência nomeia esse fenômeno atual como uma convergência midiática, onde em primeiro estágio um processo tecnológico leva funções múltiplas ao mesmo aparelho.
A Corporação e HQs no Celular
Contudo, outro aspecto dessa convergência também é muito utilizada: a narrativa transmidia, isto é, uma narrativa que passa por várias mídias distintas para contar uma história, deixando um pedaço dela em cada mídia que cruza. Podemos encontrar exemplos dessa narrativa em filmes como Matrix - e seus jogos de videogame e animações – Star Wars (nem preciso falar não é?), Watchmen, entre outros tantos que expandem a história e criam uma nova relação do público com o filme.
Um caso interessante que conheci a pouco tempo foi da série transmidia Rango e Charlote. Escrita, dirigida e produzida por Guilherme Verzoni, a série combinou literatura, fotografia, quadrinhos, pop art, vídeo e fotonovela. Com produção e versão para mídias móveis da Bmob, a série foi lançada pelas operadoras Claro, TIM e Oi, tornando-se pioneira no mercado de downloads para celular no Brasil e um dos primeiros conteúdos nacionais disponibilizados por tecnologia streaming, através do canal de entretenimento Minha TV, da Claro.
A série conta a história de um casal que vive de maneira alucinada em uma cidade imaginária chamada Retro-Plágeo, onde cobaias sexuais e paranóias alienígenas fazem parte da rotina.
Apesar de não ter iniciado nos quadrinhos, propriamente dito, essa série me fez pensar novamente na importância dessas novas narrativas, onde um produto ficcional se desdobra em mídias diferentes, contando algo novo sob o visto na mídia anterior.
Formas simples de transmidia há tempos podem ser vistas nas HQ´s, como uso de sites oficiais para mais informações sobre a obra ou mesmo os filmes, animações, livros, etc. Porém, esse processo a cada dia se especializa mais e formatos arrojados como Motion Comics – mistura de quadrinhos e animação – e ARG’s (esse em bem menor escala no mercado de quadrinhos) surgem constantemente, ampliando obras com uma grande interação do público.
As histórias em quadrinhos passam atualmente por uma enxurrada de possibilidades tanto técnicas quanto narrativas, como visto, e cada vez mais a criatividade se torna elemento fundamental para a construção de uma teia midiática em torno de uma obra. A narrativa transmidia se mostra como mais um elemento que se pode utilizar para não só lucrar, mas, também, gerar um maior interessante do público na obra e uma fidelização para com ela. Para os produtores se torna importante conhecer essas novas ferramentas narrativas e utilizá-las de uma forma atrativa, criativa e bem elaborada.
Salve salve simpatia! Não é ótimo quando compramos um quadrinho sem buscar referencias, e o dito cujo se mostra excepcionalmente bom? Bem, foi isso que aconteceu com Astral Project, Ta curioso pra saber do que se trata? Então confira comigo no replay!
A historia gira em torno de Masahiko, um jovem que por desentendimentos familiares, mora sozinho. Um dia recebe a noticia que sua irmã faleceu e a causa aparente fora suicídio. Decidido a pegar uma última lembrança da irmã, ele volta pra casa e ao acaso escolhe o ultimo cd de música que ela teria ouvido. Mais tarde de volta a sua casa, ele coloca o estranho CD sem nome pra tocar e quando se dá conta, está fora de seu corpo, com seu "corpo astral" flutuando pelo quarto.
Quando consegue voltar ao seu corpo carnal, Masahiko decide investigar o CD e se de fato a irmã morreu. Ela sofria as projeções como ele? Quem é o artista do CD? O que há por de trás dessa gravação?
Realmente este é uma historia que vale a pena ser lida. O ritmo lento ajuda você a “saborear” cada pagina devidamente e também refletir sobre cada coisa que acontece. A arte estranha, ora limpa ora suja também ajuda nisso.
Astral Project é uma série bimestral completa em quatro volumes, 13 x 18 cm, 232 páginas em média e custa R$ 9,90.
Referencia: Terra do nunca, depois da árvore. Banzaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai lol
“Tente controlar seu temperamento. Lembre-se,‘Paz na terra, boa vontade aos homens’ também inclui bruxas.”
A Feiticeira
Tema Macabro
Existe uma infinidade de obras através dos séculos nas mais diversas mídias que se utilizam da bruxaria, das bruxas e de seus derivados, que é até injusto querer listar todas, uma vez que é impossível conseguir lembrar ou encontrar referências de todas. Vamos nos ater então apenas a algumas obras de ficção importantes em diversos aspectos (e quaisquer outras não especificadas aqui podem ser lembradas nos comentários por quem conhece mais o assunto).
Não existem muitas pesquisas sobre bruxaria na cultura popular, até porque é um conceito que há muito é utilizado (talvez o mais antigo utilizado na ficção, em relação a mitos como vampiros ou lobisomens). Provavelmente as primeiras obras de ficção remontam à mitologia antiga, como a grega, romana, egípcia, escandinava, entre outras, ainda associando a bruxaria às forças da natureza e colocando tais poderes nas mãos dos deuses. Em termos de bruxaria como a conhecemos, mais especificamente descrita e relacionada à práticas de humanos que possuem o poder de manipular forças sobrenaturais durante o fim da idade média, podemos citar Macbeth, peça de William Shakespeare escrita entre 1603 e 1606, que traz 3 bruxas que informam Macbeth que ele está destinado a ser rei.
Na literatura encontramos também um sem número de obras relacionadas, entre as quais podemos destacar as bruxas malvadas que são presença constante nos contos de fadas, além de histórias como As Brumas de Avalon, As Bruxas de Eastwick, a série de Livros de Harry Potter, Stardust, de Neil Gaiman, todos tendo sido adaptados para o cinema.
Falando em cinema, uma das obras mais antigas sobre o tema (se não a mais antiga) é The Witch, de 1916, do qual se tem muito pouca informação sobre; entre os anos 20 e 30 temos basicamente um filme sobre bruxaria por ano (e só em 1916 temos The Mysterys of Myra, Witchcraft e Joan the Woman – no cinema americano), destacando-se Häxan, um filme mudo sueco de 1921, o clássico Mágico de Oz, I Married a Witch, uma comédia romântica de 1942, La Strega in Amore, filme italiano e o horror The Witches, da Hammer, ambos de 1966, Season of the Witch, filme de baixo orçamento de George Romero de 1972, o clássico Suspiria de Dario Argento, de 1977 e A Bruxa de Blair, só para citar alguns.
A televisão também produziu muitas bruxas famosas, dentre as quais vamos destacar Samantha, da clássica série A Feiticeira (que teve uma versão cinematográfica recentemente, com Nicole Kidman e Will Farrel); Willow, presença marcante em Buffy, a caça-vampiros, a série adolescente Sabrina, a Feiticeira e a série Charmed, que ajudou a trazer de volta a popularidade das bruxas “boazinhas”.
Os quadrinhos também já lidaram com o tema muito mais vezes do que podemos contar, mas destaco aqui alguns persoangens como a Feiticeira Escarlate, Encantor, Agatha Harkness e Doutor Estranho na Marvel; Zatanna, Ametista, Enchantress, Traci 13, Feiticeira Branca, Sargon, Doutor Oculto, Cigana e Zatara na DC (citando apenas alguns). Além disso, podemos citar também W.I.T.C.H., hq em estilo manga originalmente publicada na Itália, mas que obteve grande sucesso em diversos países do mundo.
Obviamente, não há com cobrir tantas obras baseadas no tema, mas as histórias citadas aqui mostram a variedade e abrangência da bruxaria na cultura pop (e isso que eu nem cheguei a citar as influências no mundo da música, ou este post ficaria extenso demais).
Curiosidades: - Em 2004 foi produzida um versão japonesa da série A Feiticeira, chamada de Okusama wa Majo (também conhecida como Bewitched in Tokio); - Foi desenvolvido o piloto de uma série spin-off de Charmed, chamada Mermaid, protagonizada por uma Sereia, que não decolou; - Ainda sobre Charmed, a Zenescope Entertainment publica atualmente uma série em quadrinhos baseadas na série.
Na próxima Madrugada: E a série de posts sobre bruxaria encerra-se discorrendo sobre qual o lugar da bruxaria no mundo de hoje em Bruxaria – Na Atualidade.