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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Abutres (2010)

Uaréview
Por Marcelo Soares


Na Argentina morrem em acidentes de transito 22 pessoas por dia, 8.000 por ano, 100.000 na última década. Um negócio milionário em indenizações (Abutres)


É interessante ver como o cinema latino-americano vem crescendo a cada ano, principalmente o cinema argentino. Não é a toa que o longa-metragem hermano "O segredo dos seus olhos" derrotou favoritos e venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro este ano, contando a história de Benjamín Espósito, um aposentado que resolve escrever como tema para o seu livro o caso criminal que mais marcou a sua carreira no Tribunal Penal de Buenos Aires. Assim, ele revê o homicídio que investigou em 1974 e termina repensando as decisões feitas no passado.

Como o cinema brasileiro, que ao focar em tramas mais de ação e problemas sociais vê o sucesso bater em sua porta, as obras argentinas buscam falar de coisa que podem acontecer com qualquer um de uma forma humana e focada nos personagens e seus dramas. É também o caso do filme Abutres (Carancho, 2010).

Na película vemos a vida de Sosa (Ricardo Darín), um advogado especialista em lucrar com o mercado de indenizações de vítimas de trânsito que passa a repensar seu trabalho quando se apaixona por uma jovem médica (Martina Gusman) que cuida dos feridos em acidentes.

O que de inicio parece uma simples história de amor e encontro de almas perdidas, com o decorre do filme se transforma em um thriller que escancara um comercio ilegal milionário que envolve advogados, médicos, enfermeiros e clientes. Acidentes provocados, contratos injustos, mortes ocasionais, tudo culmina em perseguições e decisões difíceis a serem tomadas pelos protagonistas.

Outra coisa muito boa do filme é sua trilha sonora rock ‘n roll que contagia a cada cena de ação, sem contar as boas atuações de Ricardo Darín (o mesmo de O Filho da Noiva, O Segredo dos seus Olhos, Nove Rainhas, XXY, Clube da Lua e Kamchatka, um arroz de festa com estilo).

Como bem ressaltou o Rubens Ewald Filho ao falar do lado social de Tropa de Elite 1 e 2 e especulando sobre uma terceira investida do Roberto Nascimento, colocou que:

Dificilmente vão repetir o feito deste filme argentino, que fez tanto sucesso que provocou uma reação que fez com que as denúncias fossem ouvidas. E mudaram a lei, proibindo o que o filme mostra. Agora só o governo pode atender os casos, não mais advogados de porta de cadeia (como diziam os americanos, advogados malandros, que correm atrás de ambulâncias para conseguiram clientes para assim arranjarem processos).
Ao menos foi o que contou no Brasil o seu astro principal, Ricardo Darin. O filme reforça nossa crença de que o cinema ainda consegue realizar mudanças sociais e consertar males da sociedade. De qualquer forma, é um fascinante relato do submundo da lei.

Assisti ao filme em um festival de direitos humanos, por sinal, com “casa lotada” e aplausos ao fim da exibição., isso já mosntra como Abutres é uma boa pedida para quem gosta de ver o que existe por trás das noticias de jornais e do dia a dia rotineiro que tanto estamos cansados de ver, além de reforçar a qualidade do cinema dessas bandas daqui, tanto que Hollywood já encheu os olhos em cima de um remake.



Abutres
Direção: Pablo Trapero
Elenco: Ricardo Darín / Martina Gusman / Carlos Weber / José Luis Arias / Loren Acuña
Origem: Argentina/Chile/Coréia do Sul/França
Duração: 107 minutos

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Maldições - Histórias

“Mesmo que de puro coração o homem
Que faz suas preces à noite
Pode se transformar num lobisomem
Quando o veneno do lobo emerge
E a lua de outono resplandece”

The Wolfman (adaptação livre do original em inglês)





Tema Macabro




Como não podia deixar de ser, o mito do Lobisomem logo seria tema de muitas obras de ficção. O mais antigo que se conhece vem do poema The Satyricon do grego Petronius, mas as primeiras histórias de ficção relacionadas ao mito como o conhecemos vem dos romances europeus medievais, dos quais podemos citar o romance The Phantom Ship. A história na verdade trata do Holandês Voador (conhecido navio fantasma holandês), mas o capitulo The White Wolf of the Hartz Mountains, nos apresenta um lobisomem. No século XIX, a literatura gótica de horror incorpora os elementos das lendas de lobisomens e adiciona novos. Destes podemos citar o romance britânico Wagner the Wehr-Wolf (1847) de G. W. M. Reynolds, os franceses The Wolf-Leader de Alexandre Dumas e Hugues-le-Loup, de Erckmann-Chatrian.

Mas o verdadeiro boom dos lobisomens na ficção se deu com o advento do século XX, onde as criaturas protagonizaram diversos livros e posteriormente filmes. As HQs pulp dos anos 20 aos 50 trouxeram inúmeras histórias de lobisomens. Na literatura, o destaque vai para a obra americana de 1933 The Werewolf of Paris de Guy Endore, que é considerado por muitos o Drácula (de Bram Stocker) dos Lobisomens. Whitley Strieber foi outro autor que abordou o tema, com suas obras The Wolfen (1978) e The Wild (1991)

O primeiro filme a tratar do lobisomem antropomórfico lendário foi Werewolf of London, de 1935, produzido pelos estúdios Universal (que também fazia sucesso com outros monstros, como Frankenstein), seguido do mais conhecido (e hoje considerado um clássico) The Wolf Man, de 1941 (que conta com um dos “arroz de festa” dos filmes de terror Bela Lugosi). Os estúdios Hammer também fizeram sua versão do mito em The Curse of the Werewolf, que adapta o romance de Guy Endore.






A partir daí, muitas outras obras relacionadas ao tema se seguiram nos mais diversos meios, entre os quais podemos citar outras obras da Universal (como Frankenstein Meets the Wolf Man, de 1943 e She-Wolf of London, de 1946), Grito de Horror (The Howling, de 1981) de Joe Dante, o clássico indiscutível Um Lobisomem Americano em Londres e sua sequência, Um lobisomem Americano em Paris (que tem muito pouco ou nada a ver com o original) e Lobo, de 1994 (protagonizado por Jack Nicholson)





Também podemos lembrar, é claro, das diversas versões e aparições em episódios de séries de TV como Arquivo X (que também traz uma versão do mito nativo americano do Skin-walker) e nos quadrinhos, tanto protagonizando séries próprias quanto aparecendo esporadicamente em histórias diversas (com destaque para a história “The Curse”, escrita por Alan Moore para a revista do Monstro do Pântano que é protagonizada por uma mulher lobisomem). Em RPG, o mito do Lobisomem é largamente explorado em aventuras como Lobisomem: O Apocalipse e Lobisomem: Os Destituídos.



Lobisomens também foram inspiração para diversas bandas em músicas como Of Wolf And Man (Metallica), Bark at the Moon (Ozzy Osbourne), Full Moon (Sonata Arctica), Moonspell (Wolfshade e Full Moon Madness), Megadeth (She-Wolf), Danzig (Killer Wolf), Mothorhead (In the Year of the Wolf) e Type O Negative (Wolf Moon), só para citar alguns (dos muitos).




Curiosidades:
- Segundo alguns especialistas, O Médico e o Monstro, de Robert Lewis Stevenson possui, nas entrelinhas, um contexto relacionado ao mito do Lobisomem;
- O capítulo de The Phantom Ship sobre um Lobisomem trata na verdade um uma versão feminina do mito (possivelmente a primeira);
- Antes que eu me esqueça, Chapeuzinho Vermelho está entre as obras mais conhecidas que se utilizam de um lobisomem (embora no caso não estejamos falando de uma versão maldita da lenda).



Na próxima Madrugada:
Numa época de Vampiros e Zumbis, ainda há lugar para os lobisomens no imaginário popular e na ficção? Isto é o que veremos na última parte dessa sequência, Maldições – Hoje.

Brasileirão 2010 ...com a Pin!!


Como de normal esse Blog não tem nada, cabe a mim, a única representante feminina desse site, fazer uma critica ao que foi o Campeonato Brasileiro de 2010. Esse pra mim foi o mais disputado e emocionante campeonato desde a criação dos pontos corridos, mas infelizmente foi também o mais vergonhoso e polêmico deles.

Como todo mundo que não vive numa bolha deve saber, a exatos 15 minutos da hora em que essa matéria está sendo escrita, o Fluminense se sagrou Bicampeão (Tri?) do Campeonato Brasileiro, com o Cruzeiro em segundo e o Corinthians que deixou a vaga garantida da Libertadores escapar por não conseguir ganhar do time reserva do Goiás, e agora vai ter que disputar a Pré-Libertadores para conseguir uma chance de disputar a fase de grupos da competição sul-americana.

O campeonato desse ano foi recheado de competitividade, das boas e infelizmente das ruins também. Pela primeira vez, 3 equipes chegaram à ultima rodada com chances de ganhar o campeonato, Fluminense e Corinthians se mantiveram no topo da tabela por grande parte do campeonato, enquanto o cruzeiro com uma linda arrancada no 2º  turno encostou nos lideres e brigou ate a ultima rodada pelo título.


Se esse lado da competição foi muito bonito, uma outra foi lamentável. Eu como a maioria deve saber, sou Palmeirense de coração desde que nasci, mas esse ano pela primeira vez eu tive vergonha do meu time, e da minha torcida. Por conta da rivalidade anti-corinthiana que existe nesse estado, nós nunca saberemos se o titulo ficou com a melhor equipe, ou com qualquer uma que não fosse o Corinthians. 

Não sei se por culpa da pressão da torcida, ou por simples rivalidade, São Paulo e Palmeiras literalmente tiraram o pé contra o Fluminense. Com suas defesas extremamente vulneráveis e lentas, seus goleiros foram bombardeados e hostilizados quando tentaram algumas vezes defender seus gols. Pior ainda foi o São Paulo que abriu mão da chance de disputar a quarta vaga para Libertadores ainda quando existiam chances matemáticas de classificação, ficando de fora do que seria sua 8ª Libertadores seguida.


Isso me faz pensar se o Campeonato de pontos corridos é realmente o mais justo. O São Paulo usou de desculpa o jogo que o Corinthians supostamente entregou para o Flamengo no ano passado, e por conta disso entregou o jogo para o fluminense nesse ano, e se ano que vem acontecer a mesma coisa? Aonde o futebol brasileiro vai parar? Essa rivalidade vai virar uma bola de neve e os campeões serão sempre as escolhas das grandes torcidas organizadas? Se continuar assim, daqui a alguns anos, o campeonato mais disputado do mundo, vai ser tão previsível quanto adivinhar se Real Madri ou Barcelona vai ganhar na Espanha.

Na minha opinião, o mata-mata alem de dar ataque cardíaco de tão emocionante que era no passado, ainda dava a certeza de que os melhores do ano disputavam entre si e não davam a chance de a decisão do campeonato cair em um jogo entre o primeiro colocado e um time já rebaixado, situação essa que despertou a segunda polêmica do ano... a chamada Mala Branca, oferecida aos quatro ventos pelos jogadores mas negada de pé junto por qualquer dirigente das equipes.


Além disso, outra polêmica do campeonato foi a arbitragem, eu nunca vi em muitos anos que eu acompanho futebol, uma competição com tantos erros significantes por parte dos juízes e bandeirinhas. Foram pênaltis mal marcados, pênaltis não marcados, gols mal anulados, uma chuva de impedimentos inexistentes ou que não foram marcados... uma coleção  de erros gritantes que ajudaram e prejudicaram diversas equipes ao longo do campeonato.

O resumo do campeonato pra mim é esse: O que poderia ter sido o melhor de todos os campeonatos que eu já vi, foi arruinado por torcedores idiotas, juízes medíocres e jogadores sem amor a própria camisa. Eu como grande amante do esporte fiquei com vergonha e com raiva das ultimas semanas de campeonato que foram decisivas para o resultado final.


De qualquer forma eu parabenizo a todos os torcedores e jogadores do Fluminense que não tem absolutamente nada  a ver com isso e apenas aproveitaram as oportunidades que apareceram e conquistaram o seu título. Parabéns também ao Cruzeiro que garantiu sua vaga direta para a Libertadores e ao Grêmio que terminou o campeonato na quarta colocação e agora aguarda o resultado do jogo de quarta feira para saber se irá disputar junto com o Corinthians a pré-libertadores. Lembrando que caso o Goiás seja Campeão, essa chance passa a ser dele e não mais do Grêmio!

Se classificaram para a Sul-Americana: Atlético-PR, Botafogo,São Paulo, Palmeiras,Vasco, Ceará, Atlético-MG e Flamengo. E na turma do desce e sobe, caíram para  segunda divisão: Vitória, Guarani, Goiás e Grêmio Prudente, e ano que vem jogarão a primeira divisão: Coritiba, Figueirense, Bahia e América-MG. O artilheiro do campeonato foi Jonas do Grêmio e eu aposto que o  melhor jogador do campeonato vai ser o Conca do Fluminense.

É isso meus queridos, um pequeno resuminho somado com uma crítica ao campeonato Brasileiro de 2010.

Dêem suas opiniões.

Espero que tenham gostado.

Até a próxima.

Bjinhos.

Pin!

Plantão do Monitor: Adios Amigos!


[Monitor.jpg]
"Declaro que o Plantão do Monitor está inexoravelmente..."


Sim, vocês devem estar pensando: "Máque porra é essa? Plantão do Monitor numa segunda feira?" Sim, e no caso ela está dizendo adeus.O Plantão do Monitor vai acabar aqui no Uarevaa.Aas 3 pesoas que eu pago para por comentários ficaram muito tristes com isso, e muitos soltarão rojões pensando que eu também vou sair, mas PERALÁ!

Continuarei aqui postando e enchendo o saco dos fãs de Metallica do site (RATIIIIIIONHOOOOOOOOOoooooo...), mas dessa vez com uma coluna especifica só falando de cinema, do qual nome ainda não sei, mas que deve estrear já na semana que vem.E o Plantão do Monitor vai para outro site e atingirá seu CLIMAX, onde falarei de quadrinhos de DC do passado, presente e do futuro, porque não? E como aqui era uma coluna de noticias, vamos as ultimas (literalmente):

Emma Stone, que era a ruiva perfeita para viver a Mary Jane, foi contratada para Gwen Stacy e já está de cabeleira loira.Ficou bem parecida, faça a comparação:




Sairam concept arts do filme do Superman por Bryan Singer, no caso da sequência que nunca foi feita, incluindo Doomsday e uma roupa bacana, apesar de eu achar um cinto por dentro da calça mais estranho que usar cueca por cima da calça.








E o mundo não está preparado quando o filme que Douph Lungdren e Uwe Boll vão fazer juntos... Mais detalhes no The Pink Lanterns.

E pra aqueles que estão acompanhando a HQ da Legião dos Super Herois, tái um spoiler de quem vai ser o primeiro Lanterna Verde do seculo 23!

Bem, acabou-se o que era doce.Até a proxima coluna!

domingo, 5 de dezembro de 2010

PalhetadA

Fale aê galeeeeera!! Não, você não está vendo coisas...é o PalhetadA de volta a ativaaaa! \õ/ E hoje eu nem vou fazer uma introdução (ui) muito longa por que vou falar de Motorheeeeeeeead!!!
A banda começou em 1975, montada por um dos caras mais fodidos do mundo do Rock, Lemmy Kilmister, que já tinha entrado pro mundo da música na década de 60 quando era um dos roadies da banda daquele carinha lá, o tal do Jimi Hendrix. Lemmy era da banda HawKwind, que até conseguiu fazer alguns hits em meados dos anos 70, mas durou pouco sua permanência no grupo por que foi barrado no aeroporto do Canadá por porte de drogas! O cara ficou puta da vida e resolveu montar a sua própria banda, juntou mais dois chapados Lucas Fox e Larry Wallis e batizam a banda de “Bastards” que não durou muito tempo por que lemmy tinha outro nome na mente... Motörhead (que na verdade é uma gíria americana usada por viciados em anfetaminas sabia dessa?). A banda passou por algumas modificações, entrou guitarristas, saíram guitarristas, saíram bateristas e entraram bateristas, rolou até da formação ter dois guitarristas...mas não durou muito também. Quando definiram enfim a banda conseguiram gravar “On Parole” que nem lançado foi..rs as gravadoras acharam aquilo muito ruim, podrão mesmo e nada comercial pra época (manjam tudo essas gravadoras). Lançaram o primeiro álbum que levava o nome da banda saiu em 1977 por uma gravadorazinha de merda, o segundo “Overkill” já saiu por uma gravadora de nome maior em 1979, que destacou o cover de “louie-louie”. “Bomber”(1979) e “Ace Of Spades”(1980) Se liga no vídeo abaixo com a versão mais FODA da música que eu já vi.
A banda ganhou um respeito com a galera e só de birra lançou o que seria o primeiro álbum da carreira só pra ver no que dava com essa nova situação, mandaram pras lojas o antes renegado... “On Parole”. Orgasmatron de 1986 (que o Sepultura regravou anos depois) veio pra arrebentar a boca do balão e consolidar de vez a banda como uma das maiores influencias do Heavy Metal.
Em 1992 saiu “March ör Die” que é considerado o maior sucesso comercial da banda, tem participação do Slash (aquele cabeludinho que era do Guns manja?) em trocentas faixas e uma pontinha do Ozzy na gravação do clássico “Hellraiser” (Que o velhinho safado acabou enfiando no álbum “No More Tears”). 1993 apareceu o álbum “Bastards” por uma gravadora pequena, já que eles tinham quebrado o pau com a gravadora anterior...saiu por esse selo menor e não vendeu porra nenhuma. “Sacrifice” de 1995 também não foi lá essas coisas nas vendas não...assim como os álbuns de 1996 “Overnight Sensation” e 1998 “Snake Bite Love”. Só em 2000 é que a banda volta a fazer algum barulho descente e comemora os 2 5 anos do Motörhead com um show na Brixton Academy, que vira álbum três anos depois. O “Hammered” nem vou comentar... 2004 gravam “Inferno” e saem em turnê com o caras do Sepultura, passado um ano a banda é indicada ao Grammy e leva o prêmio de melhor performance de Metal. Nos anos seguintes o Motörhead grava mais três discos: “Kiss of Death” (2006), “Better Motörhead Than Dead: Live at Hammersmith” (2007) e “Motörizer” (2008). Fizeram alguns shows por ai e entraram em estudio para lançar esse ano o “The Wörld Is Yours”, segundo o meu fiel escudeiro “James” é bom pra caralho (palavras dele) Vou colar aqui um trecho de uma entrevista do Lemmy pra vocês terem a noção de quem é o cara... O CARA!

Maxim: Você perdeu sua virgindade aos 18 anos. Como aconteceu?
Lemmy: Na praia, na chuva. Foi horroroso e tinha areia entrando em todos os lugares. Sabe?
Maxim: E desde então você transou com duas mil mulheres...
Lemmy: Eu nunca falei "duas mil mulheres". Eu falei que havia transado com mil. Agora devem ser já umas mil e duzentas ou algo parecido. Faz muito tempo que estou na estrada e nunca fui casado, então não tive folga.
Maxim: Um cara tem de ser bonito para impressionar as garotas?
Lemmy: Não é tanto ser bonito, é mais fazê-las rir. Garotas não se importam muito com caras bonitos no final das contas. Isso ocorre porque elas todos os dias colocam e tiram a maquiagem, e sabem o quanto beleza é superficial.
Maxim: Você tem fama de ser um cara legal com as garotas, o que não é o caso de muitos rockstars. Quais as coisas mais estranhas que você já viu neste meio?
Lemmy: Eu vi toda a equipe de Ozzy Osbourne traçar uma mesma garota uma vez. Mas ela topou, então qual o problema? Se um cara transa com nove garotas numa noite, você diria que ele é um herói. Mas se uma garota fizer algo semelhante você dirá que ela é uma vadia. Eu não penso assim, e isso não é justo. Mulheres têm orgasmos múltiplos, que nós não temos.
Maxim: Você se arrependeu de alguma de suas conquistas depois que a coisa já estava feita?
Lemmy: Costumo dizer que nunca fui para a cama com uma garota feia, mas acordei com algumas delas. Ocorreu algo engraçado com o cara de nossa equipe que cuida da iluminação dos shows. Duas garotas nos seguiam pela Alemanha. Uma delas tinha apenas três dentes na frente, a outra era careca, e as duas eram gordas. Ele agarrou uma delas uma noite, completamente bêbado. Quando acordou ele se escondeu no banheiro até ela ir embora.
Maxim: Quem é a mulher de seus sonhos. E você já transou com ela?
Lemmy: Raquel Welch, Halle Berry... e não transei com nenhuma das duas. Ah, e Janet Jackson. Eu também não dormi com ela ainda.

E pensar que hoje em dia a garotada se espelha nos Jonas Brothers e Restart....

Me façam um favor? Crie seu filho com Rock and Roll de verdade? Grato!
Let´s Rock
Duende Amarelo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Megamente


Uaréview
Por Monitor


Quando nasce um vilão? Porque ele se torna mal e começa a ameaçar as pessoas? Tudo na vida pode ser tão preto e branco assim? A Dreamworks Animation está aos poucos se livrando da cara de "apenas filmes divertidos" e tentado se diversificar e se aprofundar nas suas historias. Kung Fu Panda, por exemplo, tem as piadinhas de praxe, mas uma historia enxuta e cenas de ação maravilhosamente coreografadas, assim como seu melhor filme até então "Como Treinar Seu Dragão". Como o estudio se saiu com Megamente?


Megamente, originalmente conhecido como Oobermind, é o unico sobrevivente do seu planeta natal, do qual quadrante inteiro foi engolido por um buraco negro. Mas um outro cientista, de outro planeta também engolido pelo buraco negro, enviou o seu filho PERRRRRRRFEITOOOOOOOOO (Mojica feelings) também num foguete para ser salvo da destruição. Ambos caem na terra, mas enquanto o futuro vilão a ser conhecido como Megamente (Will Ferrel) cai numa cadeia, o heroi a ser conhecido como MetroMan (Brad Pitt) cai numa mansão de bilhardarios. Anos depois, cada um na sua posição de arqui-inimigos, eles se enfrentam naquilo que será sua ultima batalha, já que surpreendementemente Megamente mata seu rival e domina a cidade.


Com a cidade dominada, muitos ficam tristes, incluindo o flerte de MetroMan e reporter da cidade, Roxanne Ritchi (Tina Fey), unica pessoa que fica contra o novo reinado do vilão. Mas Megamente está deprimido, já que com seu inimigo morto e a cidade dominada, ele fica sem objetivos na vida. Junto com seu velho companheiro de crimes (David Cross) eles decidem criar um novo heroi, que acaba sendo o camera-man apaixonado por Roxanne, que se torna o Titã (Jonah Hill). Mas Titã fica descontrolado e Megamente se vê na posição de ser o heroi da vez.


O filme pega do exemplo clássico formado pelo Superman para contar a historia, afinal o esquema utilizado alí não funciona pra todos os supervilões do planeta. A ideia do filme é que, assim como a vida real, nem tudo é preto no branco, e que podemos ser o que quisermos. Os vilões do filme ficam assim por dois motivos principais: não se encaixam com a considerada "sociedade perfeita" e que não tiveram oportunidade de mostram o quanto são bons. Isso vai deixa-los com a unica opção de serem maus, mais por tentar obter o respeito nunca adquirido do que planos de dominação global e etc.


E assim como falei que o exemplo não pode ser utilizado para todos os vilões, o proprio filme mostra o contrario dizendo que o exemplo do Megamente não pode ser utilizado para todos os heróis. Titã sempre foi egoista e mesquinho, e com os super poderes, isso amplificou ainda mais. Já Megamente, que passou a demonstrar um lado bom disfarçado de Bernard (Ben Stiller), percebe que cometeu um erro e tem medo de dar um passo adiante sobre carregar a responsabilidade de ser um heroi de fato.


O filme todo carrega a ideia de que os peso do mundo está mal distribuido entre os herois e vilões, e que podemos ser o que quisermos, pois aquilo que nos transforma em cliches do que seja bom ou mal é a sensação de controle que o mundo externo tem sobre a gente, e não ao contrario. Só nos tornamos felizes plenamente quando nos conhecemos melhor.


Tom McGrath, que dirigiu Madagascar 1 e 2, trás um filme leve e divertido, que mesmo com as piadinhas que fazem a má fama do estudio, não chega a destruir a graça e o divertimendo desses momentos, e sendo sim uma peça importante no amadurecimento das tramas do estudio. Varias citações a outros herois, seja dos games ou até do cinema estão presentes, assim como o 3D funciona muito melhor com animações. A trilha sonora tem heavy metal, isso é bom, mas é o pacotão basico de cliches do gênero, o que eu considero algo ruim.


Mas a comparação inevitavel com Os Incriveis nos leva a pergunta: seria Megamente o lado oposto do filme da Pixar? E é, mas falando positivamente. Se Os Incriveis mostra o lado das pessoas relembrando ser herois, Megamente mostra vilões (e herois) tendo a oportunidade de serem pessoas, e tendo finalmente oportunidade sobre aquilo que podem salvar: não a cidade, nem a mocinha, mas seu proprio papel no mundo.

NOTA: 8,5

Podcast Uarévaa #23 - MELHORES E PIORES FINAIS DE FILMES


SPOILER ALERT!!

Nesse pod, Freud, Marcelo, Zenon, Skrull e os convidados Corto Maltese (o "Sr. Sei tudo sobre Chaves") e o MDM da puliça, Poderoso Porco, papeiam sobre os finais de filmes mais fodas e o mais escrotos que já viram.

CLARO QUE TEM SPOILER PRA CARALHO, então quem tem medinho de spoiler, QUEM É FRACO, não venha de MIMIMI porque foi avisado.

PROVE SUA CORAGEM E SIGA ADIANTE!!



(Clique na imagem com o botão direito do mouse
e depois em "Salvar link como..")


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o Podcast Uarévaa "tomáticamente"!!


E agora tamo até no iTunes, rapá!!!





Comentado no Podcast

- Cena final de "O último americano virgem", um dos finais mais escrotos de todos segundo o leitor Macphisto, que sugeriu o tema do podcast de hoje.




- Cena final de "Turf Turf, o rebelde". Esse filme dá pra assistir inteiro no youtube, com legendas. O James Spader virando "o psicopata do machado" comentada, está aos 5:50 desse vídeo.




- Desenho manerasso enviado pelo leitor Marcos Caldas após ouvir o Podcast sobre Chaves.

Clique no desenho para ver grande pra caceta!

Comente ai no post ou mande seu e-mail (contato@uarevaa.com) com críticas, elogios, sugestões, cagações de regra e tudo mais sobre nosso podcast!!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Os Zeladores


As histórias em quadrihos nacionais durante anos foram criticadas por não se aproximarem da realidade e cultura brasileiras, tentando construir histórias mais próximas de um modelo americano do que tupiniquim. Então, é muito interessante ver como nos últimos tempos tem surgindo produções que seguem por outro viés surgirem. È o que acontece com os Zeladores.


Zeladores é uma das Histórias em Quadrinhos vencedoras do PROAC. O projeto online de produção independente, fez sua estréia em 5 de novembro, com lançamento na HQ Mix Livraria. Produzida por Roberto d’Avila, com arte de Anderson Almeida e roteiro de Nathan Cornes, a história traz personagens míticos e seu universo lendário para o nosso tempo, os coloca no contexto urbano de São Paolo - cidade fictícia baseada na capital paulista – e brinca com o reconhecimento de lugares, pessoas e eventos reais em meio a acontecimentos bombásticos.

Na série, os autores criam suas versões para a história de personagens do folclore brasileiro, como Zé Pilintra, malandro, afrodescendente, habitante da noite e da boemia, é o mais humano dos seres do imaginário popular brasileiro. Acompanhado pelo melhor amigo – Opala 78, detetive paranormal – Pilintra protege São Paolo de ameaças mágicas, agindo como um xerife do além. No primeiro número, ele enfrenta uma banda funk, reencontra o homem que o matou e visita a Caroxinha, o Barbarruiva e a Mulher de Branco, tudo isso antes de ser invocado por uma bruxa e seu indefectível Lobisomem verde.

A história é disponibilizada gratuitamente no site do projeto ou você pode adquiri-la em um encadernado lançado pela Devir. Com 64 páginas coloridas os desenhos de Zeladores lembram muito cartuns como “Samurai Jack”e a HQ mistura bem fantasia urbana e humor. Uma boa diversão e curiosa utilização de características nacionais nos quadrinhos. Fica a recomendação.

Zeladores
Formato: 20,5 cm × 27,5 cm
Estrutura: 64 páginas coloridas em papel couche 75 g/m²
Capa: Cartão 250 g/m² com laminação brilhante
Editora: Devir
Quanto: R$ 33,50

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Young Justice

Dae rapaziada bonita e gente feia tambem.

Hoje não tô com saco pra rodeios, então vamos direto ao que interessa. Importei essa semana o primeiro episódio especial de uma hora de Young Justice e vou dizer pra vocês: tem um potencial do baralho.





Fiquei bem interessado quando vi a primeira noticia sobre a animação. Sabemos que a Distinta Concorrencia sempre mandou muito bem quando transporta seus personagens para os cartoons, e logo me empolguei.
E não me decepcionei.

A começar pela qualidade da animação. O estilo do universo de Bruce Timm está ali, mas aperfeiçoado e com uma pequena influência dos desenhos japoneses.
Não, não se preocupem, nada a ver com as viagens lisérgicas de Teen Titans. Aliás, esqueça totalmente Teen Titans. A influência se limita aos traços e ao estilo. A animação finca bem o pé na tradição americana de produção. O desenho é ágil, bem feitíssima e não consigo apontar defeitos quanto a ela.
Alias, essa evolução dos traços dos desenhos animados da DC é bem clara se acompanharmos os filmes animados desde o fim de Justice League Unlimited.


O roteiro é rápido e bem envolvente. Nada de firulas desnecessárias e nem situações bobocas. Tudo flui muito bem, levando a história do começo ao fim sem grandes furos.

E enfim, os personagens.
A animação ganha muitos pontos ao focar nos jovens sidekicks (que detestam ser chamados assim).

Inicialmente conhecemos Robin, Kid Flash, Aqualad e Ricardito. Cada qual com seu mentor, enfrentam uma ameaça e depois de reunem na Sala de Justiça, totalmente importada do desenho dos Superamigos. Os quatro jovens heróis tem caracteristicas próprias que os diferem bastante dos seus tutores. Principalmente o Aqualad, mas falo disso depois.

No episódio ficou bem claro a importância da Liga da Justiça nesse universo. Os heróis são vistos como celebridades e seus parceiros mirins os idolatram. São mestres literalmente ensinando a nova geração. Entretanto os heróis ainda não confiam totalmente no potencial de seus pupilos, o que os deixa irritados, principalmente Ricardito, que herdou tal e qual a personalidade explosiva do Roy Harper dos quadrinhos. Os adultos querem manter os jovens vigilantes a salvo, permitindo a eles apenas missões quando estão presentes.



Refletindo bem a urgência adolescente, os sidekicks se mostram muito incomodados com as restrições a dependência que a Liga coloca sobre eles, e é aí que a história começa. Indignados por terem sido deixados em uma área praticamente aberta a visitação publica enquanto os efetivos partem em uma missão, o trio (Ricardito mandou todo mundo a merda e se mandou quando viu que eles não integrariam a equipe principal) parte em uma missão propria que acaba os levando ao Projeto Cadmus e ao resgate do recém criado Superboy.
A missão se mostra muito bacana quando vemos que apesar de terem atitude e treinamento, os garotos ainda não tem a experiência necessária, e, mesmo obtendo sucesso, passam por perrengues enormes para chegar ao seu objetivo. Cada fraqueza ou limitação dos personagens é bem trabalhada, sem em momento algum parecer forçada.

Os protagonistas tem suas personalidades bem desenvolvidas na trama. O roteiro se aproveitou do fato deste ser outro universo sem amarras obrigatorias com a continuidade original das HQs e trouxe um belo mix, renovando bem as caracteristicas de cada um.

Robin é Dick Grayson e Flash é Wally West, mas só sei isso pois li a descrição na internet. Apesar disso, ambos trazem traços muito fortes de Tim Drake e Bart Allen.



Robin aqui não é o lider, e, inclusive, parece ser o mais novo do grupo. E pela primeira vez foi colocado em um desenho de forma a ser util e interessante. Se o Robin de Teen Titans era soturno e quase uma copia do Batman, em Young Justice ele carrega uma independencia maior da Morcega, inteligencia acima da média, alguns apetrechos tecnologicos fodas e piadas sarcasticas a cada minuto, detalhe que creio tenha sido inspirado no mais novo Robin, Damien. O Dick aqui é altamente impetuso e ácido.

Kid Flash é o engraçadinho meio bobo e tagarela. Aqui temos realmente um Wally West de JLU mais novo. KF ainda não tem grande dominio de sua supervelocidade e não consegue ficar calado um segundo sequer.



Aqualad conseguiu um feito impar: o personagem totalmente bucha some frente a um totalmente novo. Inspirado obviamente no novo Aqualad das HQs, esse novo heroi não consegue apenas conversar com peixes. Suas tatuagens liberam uma grande quantidade de energia, ele tem duas manoplas que criam armas poderosas, e força fisica suficiente para encarar Superboy na porrada. Ele é o mais centrado do grupo, um tanto hesitante e muito responsável. Alias, na cena inicial dele, logo vemos que ele é muito mais foda que Aquaman.



Por fim, Superboy é completamente diferente do heroi que conhecemos em O Retorno do Superman. Ele foi criado como uma arma e, ao contrario de sua origem em celulose, aqui ele é um garoto ainda confuso com o mundo em que vive. E o mais bad ass do quarteto formado. Enquanto nos quadrinhos o heroi detestava ser chamado de "Superboy", aqui ele não aceita ser tratado como "it". Não aceita receber ordens e tem, inadvertidamente, uma grande espectativa pela forma que o Superman - seu pai genetico - irá recebê-lo.

Os herois adultos aqui são coadjuvantes, mas tem vital importancia na trama. Se tudo é visto pelos olhos dos parcerinhos mirins, seus mentores ganham ares muito mais grandiosos.

Os que mais tem destaque na trama são Batman - que é o Batman de sempre, mal humorado, fodão e controlador -; Flash - Barry Allen, mas praticamente uma releitura do Wally de JLU -; Aquaman - o merdão de sempre -; Arqueiro Verde - com algumas de suas tiradas clássicas -; Jonn Jonnz - numa versão bem mais assustadora e condizente com a natureza do marciano -; e, claro, Superman - que aqui é elevado a categoria de realmente o maioral entre os herois, causando um impacto enorme e grande respeito toda vez que aparece.

Mulher Maravilha, Hal Jordan, Gavião Negro, Mulher Gavião, Capitão Marvel, Capitão Átomo, Zatara e vários outros tem participações de relance, mas a cena final com a chegada de toda a Liga é realmente espetacular e exprime toda a grandiosidade que aquelas pessoas tem para os jovens que tanto querem se equiparar a eles.

E é nisso que a nova série ganha - mudando finalmente o foco da visão deste universo dos já consagrados herois para aqueles que querem chegar lá um dia. A Liga da Justiça deste universo é um Olimpo a ser conquistado, uma força mundial com renome e respeito, e chegar a integrar as suas fileiras será um desafio para o pequeno grupo adolescente.

Enfim, mais episodios só em 2011, mas vale a pena conferir e, muito provavelmente, valerá acompanhar a trajetória destes garotos.
O final deixa claro que Tornado Vermelho, Canário Negro e Batman terão muita importancia na serie, assim como eu creio que Superman terá, ao ter que aprender a se relacionar com seu recém criado irmão caçula.



Mal posso esperar para ver o vazio deixado pela incrivel série da Liga preenchido por uma nova visão deste mundo.

Até o próximo episódio.